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Vírus Nipah: Especialista da UFMS afirma que risco no Brasil é “muito baixo”

Após novos casos do vírus Nipah serem registrados na Índia, o assunto voltou a circular com força nas redes sociais brasileiras. No entanto, o infectologista Alexandre Bertucci, do Hospital Universitário da UFMS (Humap), tranquiliza a população: o risco de um surto no Brasil é baixíssimo. Segundo o especialista, a doença está concentrada em regiões específicas da Ásia e não há motivo para pânico em solo nacional.

O que é o Vírus Nipah? Diferente da Covid-19, o Nipah é uma zoonose, ou seja, uma doença que salta de animais para humanos.

Transmissores: Os principais hospedeiros são os morcegos-das-frutas (não encontrados no Brasil). O vírus também pode infectar porcos.

Contágio: Ocorre pelo contato com secreções de animais infectados, consumo de alimentos contaminados (como frutas mordidas por morcegos) ou contato direto entre pessoas em ambientes hospitalares.

Sintomas e Gravidade Os sinais da doença surgem entre 3 e 14 dias após o contato e podem ser confundidos com uma gripe forte:

Febre e dor de garganta;

Tosse e falta de ar;

Dor de cabeça intensa.

Complicações: Em quadros graves, o vírus pode causar encefalite (inflamação no cérebro), levando à sonolência, confusão mental e convulsões.

Prevenção e Tratamento Atualmente, não existe vacina nem medicamento específico para o Nipah. O tratamento é focado no suporte ao paciente (hidratação e controle de sintomas).

“A VIGILÂNCIA EM HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS COMO O HUMAP É CONSTANTE. ESTAMOS PREPARADOS PARA IDENTIFICAR CASOS SUSPEITOS DE VIAJANTES, MAS A PROBABILIDADE DE CIRCULAÇÃO LOCAL É MÍNIMA”, EXPLICA BERTUCCI.

Dica do Especialista: Evite “fake news”. Informações sobre vírus exóticos devem ser consultadas apenas em órgãos oficiais como o Ministério da Saúde e a OMS.

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