Operação contra o PCC tem mulher de chefão e agente penitenciário presos

O Gaeco deflagou na manhã desta terça (12), em três cidades do Estado – Campo Grande, Corumbá e Nova Andradina, e também em Goiás, a Operação Paiol em combate à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). 27 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão foram cumpridos.

A operação tem como objetivo combater a prática da organização criminosa, como tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Em conjunto com o Gaeco estava o Bope (Batalhão de Operações Especiais) e Batalhão de Choque.

Foi apreendida pela polícia a contabilidade do PCC na casa de Tânia Cristina Lima de Moura, 46 anos, a esposa de ‘Tio Arantes’, chefe da facção. Tânia era responsável pela movimentação financeira do grupo. Além de Tânia, entre os presos estão um agente penitenciário.

Quatro pessoas foram presas em Campo Grande e levadas para as Depacs (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro e da Vila Piratininga. Outra pessoa, ainda não identificada, foi presa em Nova Andradina.

Na Capital, além da Tânia, o agente penitenciário Adilson Brum Weis, de 55 anos, servidor lotado no Instituto Penal de Campo Grande, também foi preso. Os outros dois presos são Elvis Alves Pereira, 25 anos, e André da Silva Frotis, 26 anos.

Pelo Batalhão de Choque, até o momento, foram apreendidas quatro armas, sendo um fuzil AR-15, submetralhadora Hugger 9 milímetros, espingarda e uma pistola calibre 765. Além disso, foram apreendidas 343 munições de diversos calibres e 800 gramas de Skank, a “super” maconha.

Na Capital, 4 equipes do Batalhão de Choque – 16 homens – foram às ruas do Jardim Bonança, Jardim Noroeste, Novos Estados, Conjunto União e Jardim Colibri.

Além de Campo Grande, mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos para Corumbá, Nova Andradina e Águas Lindas de Goiás.

Tio Arantes

José Cláudio Arantes, de 63 anos, homem conhecido como Tio Arantes, líder do PCC em Mato Grosso do Sul, que ajudou a implantar a célula da organização criminosa dentro do presídio de Segurança Máxima.

Após condenações por roubo, tráfico de drogas e homicídios, em fevereiro de 2017 ele ganhou a liberdade, mas voltou a ser preso por tráfico. Ficou 12 dias na cadeia, novamente foi liberado e preso 8 meses depois, por envolvimentos de explosão dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil, dentro do Parque de Exposições Laucídio Coelho.

Na ocasião, o Garras divulgou que a logística dos bandidos incluiu troca de carros, “armadilhas” com pregos nas ruas do entorno do parque e técnica de explosão menos danosa às cédulas de dinheiro.

Tio Arantes ficou conhecido como homem forte do PCC durante rebelião do Dia das Mães, em 2006, na Máxima, a maior já ocorrida no Estado. Também foi condenado pela pela morte do advogado William Maksoud Filho.

 

Foto: Campo Grande News