A Administração Municipal de Anastácio, por meio da Secretaria de Saúde, intensificou nesta quarta-feira (2) a campanha de informação e conscientização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya e zika. Em entrevista à Rádio Nova FM, o médico Luiz Eduardo Schunke e a enfermeira Karina Morais Carvalho apresentaram números atualizados da Vigilância Epidemiológica e orientações práticas para a população se proteger.
Casos em alta
Desde janeiro, o município já registrou 912 notificações de arboviroses: 21 casos confirmados de dengue e 369 de chikungunya. Segundo Dr. Schunke, o aumento expressivo da chikungunya exige “ação rápida da comunidade, das equipes de saúde e do poder público, pois o vírus pode provocar dores articulares incapacitantes que se prolongam por meses”.
Limpeza do quintal é a primeira barreira
Os profissionais reforçaram que o quintal de cada morador é a linha de frente contra o Aedes. Entre as recomendações:
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Esvaziar, escovar e guardar baldes, garrafas, potes e pneus longe da chuva;
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Cobrir caixas-d’água e tonéis, vedando frestas;
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Limpar calhas, ralos e piscinas semanalmente;
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Descartar lixo corretamente e manter vasos de plantas sem pratos ou com areia até a borda;
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Aplicar larvicida (quando orientado pela Equipe de Endemias) em criadouros que não possam ser eliminados.
“A cada dez focos que encontramos, sete estão dentro das residências. O mosquito não precisa de muito – basta uma tampinha com água para se multiplicar”, frisou Karina Carvalho.
Tratamento e acompanhamento
Para quem contrair chikungunya, não existe antiviral específico, mas há medidas eficazes para aliviar os sintomas:
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Hidratação intensa e repouso nos primeiros dias de febre e dor;
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Analgésicos e antitérmicos (paracetamol ou dipirona) sob orientação médica — anti-inflamatórios só são liberados após descartar dengue;
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Fisioterapia: o Município oferece sessões gratuitas a pacientes com dores crônicas, reduzindo rigidez articular e recuperando a mobilidade;
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Acompanhamento ambulatorial para monitorar possíveis complicações em gestantes, idosos e pessoas com comorbidades.
Parceria com a FIOCRUZ e próximos passos
Para aprimorar o enfrentamento, a Secretaria de Saúde firmou parceria com a FIOCRUZ/Bahia. Pesquisadores vão monitorar cepas do vírus circulantes e avaliar protocolos de tratamento, permitindo “respostas mais rápidas em futuras ondas da doença”, explicou Schunke.
Dr. Luiz ainda destacou que novas rodadas de mutirões de limpeza e visitas domiciliares estão previstas para as próximas semanas. “Se cada morador eliminar a água parada em casa e buscar atendimento ao primeiro sinal de febre e dor, conseguiremos frear o avanço da chikungunya”, concluiu.


