Aquidauana (MS) – Um médico ortopedista de 44 anos, até então reconhecido por sua competência profissional, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (10) sob acusação de tráfico de drogas, em Aquidauana. A ação foi realizada pela Polícia Militar após uma denúncia de violência doméstica na residência do profissional, localizada no bairro Alto.

Segundo a polícia, o médico já vinha sendo investigado por envolvimento com o tráfico de entorpecentes, juntamente com sua atual companheira — ex-mulher de um traficante que está preso. No local, os militares encontraram porções de pasta base de cocaína prontas para comercialização, três balanças de precisão, celulares, dinheiro em espécie e diversos produtos sem comprovação de origem, incluindo botijões de gás, televisores, aparelhos de som, ar-condicionado e produtos de beleza.
Um dos indivíduos presentes na casa confessou ter furtado um salão de beleza no centro da cidade e trocado os produtos por drogas com a mulher do médico. Também foram apreendidas munições e 13 aparelhos celulares, todos sem nota fiscal.
Durante a abordagem, o médico afirmou que havia usado cocaína durante toda a noite e apresentava sinais de alteração. Ele foi detido juntamente com a companheira e outro usuário de drogas, sendo todos encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana. O delegado Luis Fernando Mesquita autuou o casal em flagrante por tráfico de drogas.


A prisão causou surpresa na comunidade local, especialmente entre pacientes e profissionais da área da saúde. O médico já havia atuado em hospitais da capital paulista e de Corumbá, cidade de onde saiu com a carreira comprometida também por envolvimento com drogas. Em Aquidauana e Anastácio, havia conquistado prestígio pelo atendimento humanizado e competência técnica.
Segundo relatos, o uso de substâncias ilícitas já vinha afetando sua rotina profissional, refletindo em faltas, queda de desempenho e até tentativas de assumir plantões sob efeito de entorpecentes. O caso levanta novamente o alerta sobre os impactos da dependência química, inclusive entre profissionais da saúde.
As investigações continuam e a polícia trabalha para identificar outros envolvidos na possível rede de distribuição de drogas.


