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Pantanal se destaca entre biomas com queda nas queimadas

Este ano, o Pantanal de Mato Grosso do Sul registrou a menor área queimada desde o início da série histórica, em 2017. Dados do Lasa/UFRJ indicam uma redução de quase 99%, com cerca de 20 mil hectares atingidos em 2025, contra 1,6 milhão em 2024.

Contexto nacional: redução expressiva nos biomas brasileiros

Segundo levantamento do Governo Federal, divulgado em agosto, houve queda de 56,8% nos focos de calor e 61% na área queimada em todo o país somente em julho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Analisando os biomas individualmente, temos:

  • Pantanal: destaque absoluto com redução de 96,8% nos focos de calor e 99,2% na área queimada em julho, com apenas 1,4 mil hectares queimados, contra mais de 170 mil em 2024.

  • Amazônia: queda de 80,9% nos focos de calor no primeiro semestre e 89,9% na área queimada, com cerca de 79 mil hectares afetados em 2025, contra 782 mil em 2024.

  • Mata Atlântica: redução de 19,3% nos focos e 76,4% na área em julho; de 28,5 mil hectares em 2024 para apenas 6,7 mil em 2025.

  • Cerrado: queda de 28,9% nos focos de calor e 28,1% na área queimada, com cerca de 624,1 mil hectares atingidos em julho, ante 868,6 mil no ano anterior.

  • Pampa: recuo discreto de 15,9% nos focos de calor e 12,8% na área queimada, com 476 hectares afetados em julho de 2025.

  • No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou queda de 46,36% nos focos de incêndio e 65,8% nas áreas queimadas, resultado de condições climáticas mais amenas e ações de prevenção intensificadas.

Por que 2025 tem sido um ano tão diferenciado?

  • Chuvas regulares e umidade mantida têm ajudado a manter a vegetação menos suscetível ao fogo.

  • Ações preventivas reforçadas, como os trabalho de aceiros e brigadas comunitárias (como a Brigada Alto Pantanal na Serra do Amolar), têm sido efetivas na contenção antecipada de incêndios.

  • O governo federal e estados intensificaram esforços de monitoramento e combate — isso inclui uso de satélites, brigadas móveis, ações educativas e resposta rápida, o que contribuiu para o cenário favorável atual.

O Pantanal em 2025: um alívio pensado regionalmente

Em Mato Grosso do Sul, a queda recorde no Pantanal foi também suportada por boa pluviosidade e ações locais coordenadas. Apesar da probabilidade de ocorrência de incêndios entre agosto e outubro, o cenário atual é considerado promissor.

Comparativo geral

Bioma Focos de calor (queda %) Área queimada (queda %)
Pantanal –96,8 % (julho) –99,2 % (julho)
Amazônia –80,9 % (1º semestre) –89,9 % (1º semestre)
Mata Atlântica –19,3 % (julho) –76,4 % (julho)
Cerrado –28,9 % (julho) –28,1 % (julho)
Pampa –15,9 % (julho) –12,8 % (julho)
Brasil (total) –56,8 % (julho) –61 % (julho)

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