A Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicou, nesta sexta-feira (5), no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, a resolução que institui um novo modelo de financiamento hospitalar, válido para os anos de 2025 e 2026. A medida garante repasses fixos e pós-fixados por produtividade, ampliando os investimentos para unidades regionais, locais e de apoio em municípios de pequeno porte.
Aquidauana recebe mais de R$ 6,8 milhões
No caso de Aquidauana, o Hospital da Cidade terá um teto financeiro anual de R$ 6.840.000,00, voltado à manutenção de serviços essenciais, como pronto atendimento 24h, partos, cirurgias e leitos de UTI.
Além disso, o hospital foi contemplado no programa de ampliação e modernização do parque de equipamentos médico-hospitalares, recebendo:
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01 arco cirúrgico;
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01 esterilizador por métodos físicos e químicos;
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17 poltronas de hemodiálise;
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01 torre de videolaparoscopia.
O diretor do Hospital da Cidade, Joacir, destacou a importância do repasse, mas lembrou que os recursos não devem chegar de imediato.
“Esses valores são fundamentais para garantir a continuidade e ampliação dos serviços, mas ainda devem demorar um pouco para chegar, pois dependem de pactuação e dos trâmites legais que precisam ser cumpridos”, explicou.
Já a Associação Beneficente Ruralista de Assistência também foi beneficiada, com o repasse de R$ 984.000,00, além da entrega de um aparelho de RX fixo digital para reforçar sua estrutura de atendimento.
Anastácio integra política de incentivo
Em Anastácio, a ABRAMASTÁCIO foi incluída entre os hospitais elegíveis para adesão ao incentivo nos módulos de Parto e Nascimento e Pronto Atendimento 24h (clínica médica adulto e pediátrica). Essa inclusão garante a manutenção de serviços fundamentais para a população e integra o município à nova política estadual de saúde.
Investimento em todo o Estado
De acordo com a SES, o teto de repasses anuais será de R$ 198,5 milhões para todo o Estado. A novidade é que, além dos repasses fixos, haverá pagamento por produtividade, com valores calculados conforme a produção registrada nos sistemas oficiais do SUS. O cálculo levará em conta o tipo de atendimento, nível de complexidade, especialidade e área de cuidado, com base nos serviços realizados a partir de janeiro de 2026.
Outro objetivo da medida é integrar os hospitais aos fluxos das Redes de Atenção à Saúde (RAS), de forma que unidades locais resolvam casos de baixa e média complexidade, desafogando os hospitais de referência, que passam a priorizar atendimentos de alta complexidade.



