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Preço do café cai pelo segundo mês consecutivo, mas deve subir em breve, afirmam indústrias

O preço do café moído apresentou queda de 2,17% em agosto em relação a julho, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcando o segundo mês consecutivo de redução após um ano e meio de altas, resultado do pico da colheita.

No entanto, especialistas do setor alertam que os valores devem voltar a subir nas próximas semanas. De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio, o preço do quilo do café poderá alcançar R$ 80, com base em informações de grandes empresas do setor. Em agosto, o preço médio do produto foi de R$ 62,83.

O aumento previsto ocorre devido ao encarecimento do café adquirido diretamente das fazendas. Após quedas no preço no campo desde março, as cotações voltaram a subir em agosto, impulsionadas por fatores como:

  • Tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, que elevou os preços na bolsa de Nova York, referência mundial para o produto;

  • Baixos estoques globais de café, resultantes de quatro anos consecutivos de redução na colheita dos principais produtores devido a problemas climáticos;

  • Redução na produção brasileira de café arábica, principal variedade cultivada no país;

  • Geadas no Cerrado Mineiro, que provocaram perda de aproximadamente 424 mil sacas, equivalentes a 25 mil toneladas, segundo a StoneX Brasil.

Até o início de agosto, o impacto da tarifa americana ainda não havia refletido nas cotações do café no Brasil e na bolsa de Nova York, pois o mercado aguardava que o café fosse incluído na lista de produtos isentos. A decisão de mantê-lo na tarifa provocou aumento imediato nos preços internacionais devido à expectativa de redução da oferta nos Estados Unidos.

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