Com crescimento econômico acima da média e uma pauta diversificada de exportações, o Mato Grosso do Sul se firma como um dos maiores exportadores do país, com destaque para produtos agroindustriais como soja, carne, celulose, etanol e produtos florestais. Em 2024, o Estado exportou aproximadamente US$ 7,5 bilhões, alcançando mais de 120 países e consolidando-se como referência global na produção de alimentos, energia limpa e insumos industriais.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os principais destinos das exportações sul-mato-grossenses são China (47,09%), União Europeia (11,89%), Estados Unidos (5,71%) e Indonésia (2,96%). Também se destacam países como Chile, Turquia, Índia, Emirados Árabes, Egito e Argélia, que juntos compõem uma ampla rede comercial internacional.
Os produtos mais exportados pelo MS são soja em grãos (US$ 3,68 bilhões), produtos florestais (US$ 2,67 bilhões), carnes (US$ 1,71 bilhão) e cereais, farinhas e preparações (US$ 222,85 milhões). O destaque vai para a celulose, que lidera a pauta exportadora, seguida pela soja e carne bovina, que juntas respondem por cerca de 70% do faturamento com exportações.
Crescimento sólido e sustentável
De acordo com estimativa da Resenha Regional do Banco do Brasil, o Mato Grosso do Sul deve alcançar o terceiro maior crescimento do PIB em 2025, com projeção de 5,3%. Esse avanço é impulsionado pelo agronegócio, pela industrialização de base florestal e energética, e pelo fortalecimento de cadeias produtivas regionais.
A logística integrada, com a Rota Bioceânica e a Rota da Celulose, amplia a capacidade de escoamento da produção, conectando o Estado a mercados da Ásia e América do Sul por corredores rodoviários e portos estratégicos. Ao mesmo tempo, o plano MS Carbono Neutro 2030 posiciona o Estado na vanguarda da bioeconomia e da transição energética sustentável.
Com a quarta maior produção de carne bovina do país (3,96 milhões de cabeças), o MS também é líder na exportação de produtos florestais, com 1,75 milhão de hectares plantados (eucalipto, seringueira e pinus). O Estado ainda ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de exportação de etanol, com vendas de US$ 98 milhões para 35 países, como Holanda, Canadá, China, Egito e Bangladesh.
Força do interior e impacto global
Cidades como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Corumbá, Dourados e Campo Grande são exemplos do processo de interiorização do desenvolvimento, consolidando-se como polos de produção, beneficiamento e exportação de matérias-primas estratégicas, como soja, carne, celulose e minério de ferro.
Esse dinamismo econômico impulsiona a geração de emprego e renda, atrai investimentos nacionais e estrangeiros e fortalece a infraestrutura logística, energética e tecnológica do Estado. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o desempenho das exportações é reflexo da robustez do setor produtivo:
“Mesmo em um cenário de incertezas no comércio internacional, Mato Grosso do Sul conseguiu expandir suas vendas externas, com destaque para a carne bovina e para a diversificação de destinos. Esse desempenho reforça nossa competitividade e abre caminho para novos mercados”, destacou.
Integração competitiva à economia global
O atual cenário exportador de Mato Grosso do Sul reflete um modelo de crescimento sustentado pela inserção internacional, combinando produção agropecuária moderna, industrialização com valor agregado e inovação tecnológica.
A ampliação das exportações contribui para o equilíbrio da balança comercial brasileira, estabiliza o câmbio, estimula investimentos públicos e privados e sustenta cadeias produtivas em todo o Estado. Além disso, promove o uso eficiente dos recursos naturais, com ênfase na sustentabilidade e na transição para uma economia de baixo carbono.


