Três dias após a deflagração da Operação Águas Turvas, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), a Prefeitura de Bonito anunciou a exoneração de dois servidores municipais que foram presos durante a ação.
Em nota oficial, o município informou que o prefeito Josmail Rodrigues (PL) exonerou Edilberto Cruz Gonçalves, secretário de Administração e Finanças, e Luciane Cintia Pazzete, diretora do Departamento de Licitação. As exonerações foram formalizadas e devem ser publicadas no Diário Oficial dos Municípios na próxima segunda-feira (13).

A Prefeitura também comunicou, em publicação nas redes sociais, que o prefeito determinou a suspensão temporária de contratos que estão sob investigação por possíveis irregularidades em processos licitatórios.
Operação Águas Turvas
A operação do Gecoc prendeu quatro pessoas e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Bonito. Além dos dois servidores municipais, foram detidos Carlos Henrique Sanches Corrêa e o empreiteiro Genilton Moreira.
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), a investigação revelou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando licitações de obras e serviços de engenharia no município desde 2021, cometendo crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
O MPE aponta que o grupo simulava concorrência entre empresas e incluía exigências específicas nos editais para direcionar os contratos a empresas ligadas ao esquema. Os servidores públicos, segundo as investigações, forneciam informações privilegiadas e recebiam vantagens indevidas.
Até o momento, os contratos sob suspeita somam R$ 4.397.966,86.
O nome da operação, Águas Turvas, faz referência à falta de transparência nos atos investigados, em contraste com a imagem de Bonito, conhecido nacionalmente por suas águas cristalinas e belezas naturais.
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