Mato Grosso do Sul está deixando o período de “baixa” na pecuária e avançando gradualmente para a fase de “alta” do ciclo pecuário. Segundo análise técnica da Famasul, o momento é de transição: enquanto os preços do bezerro e da arroba começam a reagir, a oferta de animais para abate ainda é elevada. Para o produtor da nossa região, o cenário exige cautela na reposição e inteligência na comercialização.
Cria em alta, Recria sob pressão O impacto dessa mudança varia conforme o tipo de produção:
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Cria: Vive um momento favorável com a valorização do bezerro (média de R$ 2.658,03). A receita aumenta, mas a retenção de fêmeas deve ser feita com planejamento.
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Recria e Engorda: Enfrentam um desafio de margem. O preço do animal de reposição sobe antes da valorização plena do boi gordo, “espremendo” o lucro do invernista.
Números do Rebanho O ciclo de baixa dos últimos anos resultou em um descarte acentuado de matrizes. O rebanho estadual, que era de 20,5 milhões de cabeças em 2017, caiu para cerca de 17,2 milhões em 2023. Agora, em 2026, os indicadores apontam para uma estabilização e uma recuperação consistente dos preços.
Estratégias de Sobrevivência Com a volatilidade do mercado, a Famasul recomenda que o pecuarista não dependa apenas do “mercado físico” (venda à vista).
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Hedge e Mercado Futuro: Proteção contra quedas bruscas de preço.
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Opções: Funcionam como um seguro de preço mínimo.
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Contratos a Termo: Garantia de preço e data de entrega, trazendo previsibilidade ao caixa da fazenda.
“O cenário atual é de inflexão. Os preços reagem antes que a mudança na oferta apareça de fato no pasto”, explica Diego Guidolin, consultor da Famasul.


