A Polícia Civil, por meio do Dracco, concluiu a investigação sobre o trágico acidente aéreo ocorrido em 23 de setembro de 2025, em Aquidauana. O inquérito aponta que o piloto Marcelo Pereira ignorou normas básicas de segurança ao decolar no escuro, sem plano de voo e em uma aeronave não autorizada para táxi aéreo. A queda matou o mundialmente famoso arquiteto Kongjian Yu, dois cineastas e o próprio piloto.
Decolagem “no escuro” Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, a causa principal foi a violação do horário de voo. No Pantanal, a luminosidade desaparece rapidamente após as 18h.
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Insistência: Testemunhas relataram que o piloto foi alertado sobre o perigo e convidado a pernoitar na fazenda, mas insistiu na decolagem.
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Improviso: Para viabilizar a saída, chegaram a acender as luzes de um trator para iluminar a pista.
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O choque: Sem visibilidade, o monomotor Cessna 175 chocou-se contra um Cumbaru de 20 metros — a maior árvore da região — que não pôde ser vista no escuro.
Irregularidades Graves A perícia descartou qualquer pane no motor. O problema foi a operação:
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Falta de Plano de Voo: A aeronave decolou sem registro oficial de rota.
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Táxi Aéreo Clandestino: O avião (fabricado em 1958) não era homologado pela ANAC para transporte remunerado de passageiros.
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Limite de Tempo: O piloto decolou faltando apenas cinco minutos para o fim do horário permitido de navegação, em um trajeto que levaria pelo menos 30 minutos (ida e volta).

Responsabilidade e Justiça A delegada ressaltou que o piloto, como autoridade máxima da aeronave, deveria ter negado o voo. O Dracco agora foca na fase de crimes correlatos, investigando quem contratou o serviço clandestino e as circunstâncias dessa contratação. O caso chocou a comunidade internacional, já que Kongjian Yu era um dos maiores nomes do urbanismo sustentável do mundo.


