Em um dia de fortes emoções no mercado financeiro, o dólar comercial fechou a quinta-feira (29) cotado a R$ 5,19, marcando a primeira vez em 20 meses que a moeda americana fica abaixo do patamar de R$ 5,20. Apesar da instabilidade nas bolsas internacionais e da queda na geração de empregos no Brasil em 2025, a divisa acumulou uma desvalorização expressiva de mais de 5% apenas no mês de janeiro.
Montanha-Russa nas Cotações O dia foi marcado pela volatilidade. Pela manhã, o dólar chegou a bater R$ 5,16, mas disparou para R$ 5,24 após o meio-dia, antes de finalmente recuar e estabilizar no final da tarde.
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Fechamento: R$ 5,194 (queda de 0,22%).
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Acumulado do Mês: Queda de 5,38%.
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Ibovespa: Após recordes recentes, a Bolsa de Valores (B3) teve um dia de ajuste e fechou em baixa de 0,84%, aos 183.133 pontos.
Por que o dólar está caindo? Mesmo com dados internos mornos, como a queda no saldo de empregos e a expectativa pela reunião do Copom, o cenário foi ditado pelo exterior:
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Cenário Global: Investidores estão reagindo a indicadores da economia dos EUA, o que tem favorecido moedas de países emergentes como o Brasil.
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Ajuste de Mercado: Após o fechamento das bolsas de tecnologia (Nasdaq) em queda, houve um movimento de realocação de capital que ajudou a segurar o real.
O que isso muda para você? Para o morador da nossa região, o dólar baixo tem efeitos práticos:
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Agronegócio: Pode significar uma redução no custo de fertilizantes e defensivos importados para a próxima safra.
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Consumo: Tende a segurar a inflação de itens como pão (trigo importado), eletrônicos e combustíveis.
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Fronteira: Para quem gosta de ir a Pedro Juan Caballero ou Puerto Quijarro, as compras se tornam mais atrativas com o real valorizado.


