A modalidade de Pix por aproximação, lançada para agilizar pagamentos presenciais, completou seu primeiro ano neste sábado (28) com números ainda modestos. Segundo dados do Banco Central, as transações nessa categoria representaram apenas 0,01% do total de transferências Pix em janeiro de 2026. Das 6,33 bilhões de operações realizadas no mês, apenas 1,057 milhão utilizou a tecnologia NFC (aproximação do celular). Em valores, a modalidade movimentou R$ 568,73 milhões, uma fração ínfima diante dos R$ 2,69 trilhões transacionados pelo sistema no mesmo período.
Apesar da base pequena, a trajetória é de crescimento exponencial: em julho de 2025, eram apenas 35 mil transações mensais. Especialistas apontam que a adesão gradual se deve a limites de segurança — como o teto padrão de R$ 500 para pagamentos via Google Pay — e à necessidade de amadurecimento da oferta pelos lojistas. O diferencial da ferramenta é eliminar etapas como abrir o app do banco ou escanear QR Codes, aproximando a experiência do Pix à dos cartões de crédito. No entanto, o BC alerta para o cuidado com o “Pix no Crédito” oferecido por algumas instituições nessa modalidade, que pode esconder taxas de juros elevadas.


