O mercado internacional da soja enfrenta um período de forças opostas que definem a atual oscilação de preços nas bolsas de mercadorias. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o setor vive um embate entre a oferta elevada da safra sul-americana e sinais pontuais de uma demanda mais firme, especialmente voltada para o complexo de farelo e óleo de soja. O cenário indica uma tendência de estabilidade com viés de baixa no curto prazo, mas com perspectivas de recuperação nos próximos meses.
Pelo lado positivo, o farelo de soja ganhou protagonismo devido à alta competitividade nas exportações, registrando um aumento de 33% nas vendas semanais. Outro fator de sustentação é a expectativa de elevação na mistura obrigatória de biodiesel nos Estados Unidos, o que deve impulsionar o consumo interno de óleo de soja. Esses elementos ajudaram a manter um fôlego comprador em Chicago, que vinha de uma sequência de seis semanas consecutivas de valorização antes dos ajustes técnicos recentes.
Por outro lado, a pressão da oferta global continua limitando grandes altas. A colheita recorde no Brasil e a recuperação das lavouras na Argentina aumentam a disponibilidade do grão no mercado mundial. Além disso, as exportações norte-americanas ficaram 35% abaixo do esperado na última semana, somadas a uma demanda chinesa que ainda não atingiu os volumes projetados. Para a safra 2026/27, a previsão é de uma produção global histórica de 442 milhões de toneladas, fator que mantém os compradores cautelosos.
Fatores que Influenciam os Preços Alta do Farelo: Vendas semanais atingiram 220,9 mil toneladas, impulsionando o esmagamento. Biocombustíveis: Expectativa de maior uso de óleo de soja na mistura de biodiesel dos EUA. Oferta Sul-Americana: Safra recorde no Brasil e boas condições climáticas na Argentina. Demanda Chinesa: Compras da China seguem em ritmo mais lento que o inicialmente previsto.


