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Polícia Civil investiga denúncia de maus-tratos e agressões a pauladas contra cinco filhos em Maracaju

Uma mulher de 41 anos foi denunciada à Polícia Civil de Maracaju, na última quinta-feira (26), sob a acusação de praticar maus-tratos sistemáticos contra os próprios filhos, com idades entre 2 e 14 anos. O caso, que gerou revolta na comunidade local, detalha um cenário de violência física agravado pelo uso de álcool e negligência.

A denúncia aponta que a agressão mais recente ocorreu na madrugada de quarta-feira (25). Na ocasião, uma adolescente de 14 anos foi encontrada por familiares com ferimentos provocados por um pedaço de madeira cravejado de pregos. Segundo o boletim de ocorrência, a menor apresentava lesões visíveis decorrentes do ataque desferido pela própria mãe.

Histórico de violência e intervenção do Conselho Tutelar

Testemunhas relataram à polícia que os episódios de agressão contra as cinco crianças e adolescentes (de 2, 6, 8, 11 e 14 anos) seriam frequentes. De acordo com o relato, a suspeita consome bebidas alcoólicas rotineiramente, momento em que as agressões se intensificam.

Um ponto crítico citado na denúncia envolve a atuação da rede de proteção:

  • Após a última agressão, os menores chegaram a ser levados para a casa de parentes por segurança;

  • Antes que a adolescente recebesse atendimento médico, o Conselho Tutelar teria intervindo e devolvido os filhos à guarda da mãe;

  • Diante do retorno das crianças ao ambiente de risco, familiares decidiram registrar o caso oficialmente na delegacia para pedir providências urgentes.

Providências legais e proteção aos menores

O caso foi registrado como maus-tratos qualificado. A Polícia Civil investiga agora a conduta da genitora e as circunstâncias que levaram à devolução das crianças ao imóvel após o episódio de violência com o pedaço de madeira.

A denunciante solicitou medidas protetivas imediatas para garantir a integridade física e psicológica dos menores, que seguem em situação de vulnerabilidade. O nome da suspeita não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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