A família da empresária Maykelly Araújo Poits afirma que ela não tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Maykelly morreu durante uma perseguição policial envolvendo um veículo Peugeot, na última sexta-feira (15), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Segundo informações, a empresária retornava de Ponta Porã para Campo Grande no banco do passageiro quando o motorista do carro fugiu de uma abordagem da Polícia Militar Rodoviária ainda em território brasileiro. Durante a perseguição, o veículo acabou caindo na piscina de uma fazenda já no Paraguai.
Maykelly morreu no local e o motorista foi preso. No interior do veículo, policiais encontraram cerca de cinco quilos de maconha e um revólver com numeração raspada.
Familiares relataram que a empresária viajou até Ponta Porã para comprar roupas, cobertas, casacos e pneus para a loja que mantinha na região do Jardim Aeroporto, em Campo Grande. Segundo eles, Maykelly havia ido de carona com um amigo e possuía encomendas de clientes.
“Tenho certeza de que a droga não era dela”, afirmou uma familiar, que também mencionou a existência de mensagens da empresária oferecendo produtos para clientes antes da viagem.
Durante a perseguição, familiares receberam áudios enviados por Maykelly em tom de desespero. Em uma das gravações, ela pede que o motorista pare o carro e relata que a polícia estaria efetuando disparos.
“A polícia tá atrás de nós […] tá dando tiro em nós. Para, para”, dizia a empresária no áudio enviado à família.


