Falta um mês para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Nesta reta final, estudantes e professores mudam a estratégia de preparação, priorizando a revisão dos conteúdos, a resolução de questões e a realização de simulados.
A estudante Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos, está no 3º ano de uma escola pública do Gama, no Distrito Federal, e fará o Enem pela primeira vez. Ela busca uma vaga em um curso superior na área de computação e concilia as aulas regulares com um cursinho preparatório.
Segundo Rafaela, neste momento o foco está em entender o formato da prova, identificar os padrões das questões e definir os conteúdos mais importantes para revisar. A estudante também dedica atenção à redação.
A redação do Enem exige um texto dissertativo-argumentativo, escrito em língua portuguesa formal, com até 30 linhas. O candidato deve defender um ponto de vista sobre o tema apresentado, que pode envolver questões sociais, científicas, culturais ou políticas.
O professor de língua portuguesa e espanhola Diogo Andrade, que leciona há 14 anos, considera possível avançar na preparação mesmo com apenas 30 dias restantes.
Para ele, os estudantes devem priorizar simulados, questões de edições anteriores e conteúdos que aparecem com maior frequência no exame.
A escola onde Rafaela estuda, o Centro de Ensino Médio 1 do Gama, também realiza provas multidisciplinares para reproduzir as condições do Enem. Os alunos são colocados em salas diferentes das habituais e seguem procedimentos semelhantes aos do dia da prova, incluindo o preenchimento do cartão de respostas e a realização da redação.
A unidade também produz podcasts educativos sobre temas relacionados ao exame e prevê a realização de aulões de revisão entre o fim de outubro e o início de novembro.
Redação
Sobre a redação, o professor orienta os estudantes a evitar fórmulas prontas encontradas na internet. Segundo ele, os avaliadores conseguem identificar quando o candidato apenas reproduz estruturas previamente decoradas sem demonstrar domínio do tema.
Nas questões objetivas, Andrade também recomenda que os estudantes não deixem respostas em branco, mas alerta que o candidato não deve contar apenas com chutes.
O professor lembra que a nota das provas objetivas utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia que considera o grau de dificuldade das questões e a coerência do conjunto de respostas do candidato.
Preparação
O estudante Gabriel Queiroz, de 18 anos, participou do Enem no ano passado como treineiro. A experiência, segundo ele, ajudou a entender a dinâmica da prova, principalmente a administração do tempo.
Neste ano, Gabriel busca uma vaga no curso de licenciatura em língua portuguesa. Ele considera matemática sua principal dificuldade e dedica entre oito e nove horas por dia aos estudos, com videoaulas e resolução de questões de provas anteriores.
O estudante também pretende aumentar o ritmo de preparação nos fins de semana antes do exame, sem deixar de lado os cuidados com o controle emocional.
Os inscritos podem consultar orientações oficiais, cronogramas e informações sobre a preparação no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).


