Momentos de tensão marcaram a manhã em Miranda, quando uma bebê de apenas três meses foi levada às pressas ao quartel do Corpo de Bombeiros Militar de Miranda após se engasgar durante a amamentação.
Por volta das 11h, dois adultos chegaram de motocicleta à unidade, buzinando insistentemente em frente ao portão para chamar a atenção da equipe de plantão. Nos braços, a criança já apresentava sinais preocupantes: estava não responsiva e com cianose — coloração arroxeada da pele — indicativo de falta de oxigenação, possivelmente causada por broncoaspiração de leite.
Diante da gravidade do quadro, um dos bombeiros de serviço correu até a entrada do quartel e iniciou imediatamente o protocolo de desobstrução de vias aéreas específico para lactentes. A manobra de tapotagem foi aplicada ainda no local, sem perda de tempo.
Já no primeiro ciclo do procedimento, a bebê expeliu o líquido que obstruía sua respiração. Em seguida, veio o som mais aguardado: o choro espontâneo. A criança também abriu os olhos, sinais claros de que o padrão respiratório estava sendo restabelecido e que a oxigenação voltava ao normal.
Após o atendimento inicial e a estabilização do quadro clínico, a lactente foi encaminhada pela equipe de resgate ao Hospital Municipal Renato Albuquerque para avaliação médica detalhada e observação.
O caso reforça a importância da agilidade no atendimento e do preparo técnico das equipes de emergência, além de evidenciar como minutos — e até segundos — podem ser decisivos em situações de obstrução de vias aéreas em bebês.

