A agropecuária brasileira registrou crescimento de 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior e foi a principal responsável pela expansão de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira (3).
O desempenho foi o melhor entre os setores da economia. No mesmo período, a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,8%. Segundo o IBGE, apenas a agropecuária respondeu por 33% de todo o crescimento econômico do país no ano passado — consolidando-se como o principal motor da atividade produtiva em 2025.
Recordes no campo impulsionam o resultado
O avanço foi sustentado por uma combinação de fatores favoráveis: clima mais estável, redução de custos de produção e ganhos de produtividade. O Brasil colheu a maior safra de grãos da história, alcançando 350,2 milhões de toneladas.
A produção de soja cresceu 14,6% e a de milho avançou 23,6%, ambas com volumes recordes. No mercado externo, as exportações acompanharam o ritmo: a soja atingiu 108,2 milhões de toneladas embarcadas, alta de 9,5%.
Na pecuária, o país alcançou outro marco histórico ao se tornar o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos pela primeira vez. As exportações somaram 3,5 milhões de toneladas (+20,9%), enquanto o abate chegou a 42,3 milhões de cabeças.
Embora o peso direto da agropecuária no PIB seja de 7,1%, esse percentual sobe para cerca de 23% quando consideradas as cadeias produtivas associadas — como agroindústria, comércio e serviços ligados ao setor.
Potencial estratégico para Mato Grosso do Sul
Para Mato Grosso do Sul, o cenário nacional reforça perspectivas altamente positivas. O estado é um dos principais polos agropecuários do país, com forte presença na produção de soja, milho e proteína animal — especialmente carne bovina e suína.
O crescimento consistente do agro nacional tende a ampliar:
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Investimentos em armazenagem e logística, áreas estratégicas para MS;
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Expansão da agroindustrialização, agregando valor à produção primária;
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Fortalecimento das exportações, principalmente para o mercado asiático;
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Geração de empregos no interior, impulsionando economias regionais.
Além disso, a posição geográfica estratégica do estado, com ligação aos corredores bioceânicos e proximidade com mercados internacionais, aumenta sua competitividade no cenário de expansão das exportações.
Expectativas para 2026
Após um ano de forte recuperação, parte dos analistas projeta desaceleração do setor em 2026. Há estimativas de leve estabilidade ou pequena retração, especialmente diante de uma possível redução no ritmo de abates e de menor crescimento na produção de grãos.
Por outro lado, consultorias do mercado avaliam que as exportações de soja e milho podem continuar em alta, o que pode manter o agronegócio como um dos pilares da economia brasileira.
Para Mato Grosso do Sul, mesmo em um cenário de ajuste no ritmo de crescimento, o ambiente segue favorável. A diversificação produtiva, os investimentos em infraestrutura e o avanço da industrialização do campo colocam o estado em posição estratégica para continuar colhendo os frutos do protagonismo do agro no Brasil.


