Enquanto os casos de dengue e chikungunya crescem em Mato Grosso do Sul, uma tecnologia desenvolvida no Tocantins promete revolucionar o combate ao Aedes aegypti. Uma startup criou um dispositivo impresso em 3D que não apenas atrai os mosquitos, mas os contamina com um fungo específico, interrompendo o ciclo de transmissão das doenças. A solução une biologia e tecnologia para monitorar e reduzir a população do vetor.
Como funciona a “Armadilha Tecnológica”? O dispositivo atua em duas frentes:
Contaminação Biológica: Ao entrar no dispositivo, o mosquito entra em contato com um fungo. Quando ele sai e volta para a natureza, acaba infectando outros mosquitos e morrendo em poucos dias, impedindo a reprodução.
Inteligência de Dados: O aparelho também coleta dados ambientais, informando às autoridades de saúde quais regiões possuem maior infestação em tempo real.
Inovação e Ciência O projeto foi viabilizado pelo Programa Centelha e já está em fase de testes em cidades do Tocantins. A ideia é que, com o sucesso dos testes, a tecnologia possa ser exportada para outros estados, como Mato Grosso do Sul, onde o combate ao mosquito exige estratégias cada vez mais inteligentes e menos dependentes apenas de inseticidas químicos.
Alerta Local Enquanto essa tecnologia não chega às ruas de Aquidauana e Anastácio, a melhor “ferramenta” continua sendo a prevenção. O uso de novas tecnologias mostra que o combate à dengue evoluiu, mas a limpeza do quintal e a eliminação de água parada continuam sendo as ações mais eficazes que cada cidadão pode tomar hoje.

