O céu de Mato Grosso do Sul poderá ser palco de um espetáculo natural entre a madrugada desta terça (21) e quarta-feira (22), quando a chuva de meteoros Oriônidas atingirá o seu pico de intensidade. O fenômeno, que ocorre anualmente, deve registrar cerca de 20 meteoros por hora, visíveis a olho nu em todo o Brasil.
As Oriônidas acontecem quando a Terra cruza a trilha de detritos deixados pelo cometa Halley no espaço. As partículas de poeira e gelo entram na atmosfera terrestre e queimam, produzindo os rastros luminosos que riscam o céu.
Segundo a NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), o período de atividade da chuva se estende até 22 de novembro, mas a melhor noite para observação será justamente a de 21 de outubro, entre meia-noite e 2h da manhã.
A observação será favorecida pela Lua Nova, que deixará o céu mais escuro, sem interferência luminosa, criando as condições ideais para apreciar o fenômeno.
Em Campo Grande, o tempo deve colaborar: o céu permanecerá limpo durante toda a madrugada, sem previsão de chuva e com temperatura mínima de 18°C. Na quarta-feira (22), as condições continuam favoráveis, com ventos fracos de até 24 km/h e baixa nebulosidade (3%).
Origem do fenômeno
O nome “Oriônidas” vem da constelação de Órion, o Caçador, já que os meteoros parecem surgir próximos à estrela Betelgeuse, uma das mais brilhantes da região. No entanto, os rastros luminosos podem aparecer em qualquer parte do céu.
A chuva é formada por fragmentos deixados pelo cometa Halley durante sua última passagem próxima à Terra, em 1986. Esse mesmo cometa também origina outro fenômeno semelhante: a Eta Aquáridas, que ocorre em maio. A próxima aparição do Halley está prevista para 28 de julho de 2061.
Como observar
Não é necessário nenhum equipamento especial para ver a chuva de meteoros — basta olhar para o céu a olho nu. O ideal é procurar um local escuro, sem interferência de luzes artificiais, e permitir que os olhos se acostumem à escuridão por cerca de 20 minutos antes do início do fenômeno.
Tenha paciência: os meteoros surgem em intervalos irregulares, mas o espetáculo costuma valer a espera.
Próximos eventos astronômicos
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4 e 5 de novembro: Pico da chuva de meteoros Taurídeos do Sul, visível em todo o país.
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5 de novembro: Maior Superlua de 2025.
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11 e 12 de novembro: Pico da chuva de meteoros Taurídeos do Norte, conhecida pelas bolas de fogo brilhantes.
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17 e 18 de novembro: Pico da chuva de meteoros Leonídeos, próximo à constelação de Leão, com pouca interferência da lua.
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13 e 14 de dezembro: Pico da chuva de meteoros Geminídeos, visível em todo o Brasil, com boa visibilidade.
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21 de dezembro: Solstício de verão, marcando o dia mais longo do ano no Hemisfério Sul.



