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Demissões aumentam e empresários sentem cortes na pele em Campo Grande

A suspensão do atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais e o fechamento de casas noturnas ou lugares voltados à realização de festas, entre outros, gerou burburinho e muitos empresários optaram por demissões e fechamentos de empresas.

A informação é do primeiro-secretário da ACICG (Associação Comercial de Campo Grande), Roberto Oshiro ao site de notícias TopMídiaNews. Ele relata que não é possível computar, ainda, quantas empresas e demissões ocorreram nos últimos 10 dias, no entanto, pelo período, é um número alto.

“Desde a semana passada vários empresários me procuraram e informaram o fechamento. Toda equipe tem trabalhado para atender esse público e o volume é enorme. Estamos tendo dificuldades até com empresas de serviço”, diz.

Ainda segundo Oshiro, o momento está tirando o sono dos empresários e muitos não sabem nem como arrecadar o dinheiro para o pagamento da folha dos funcionários. “O problema foi se acentuando, o movimento estava 80% mais baixo até quinta, aí sábado foi fechado tudo. Estamos esclarecendo, nos serviços, a pessoa pode oferecer e ir até o cliente. Agora, essa semana, pessoal está desesperado como pagar a folha de pagamento, não dorme mais pensando na folha de abril, sem faturamento, mas as despesas continuam existindo”.

No entanto, diante do cenário, ele destaca que Campo Grande é umas das cidades que está errando menos, graças ao diálogo aberto com a prefeitura. Uma reunião foi realizada ontem e tem uma prevista para sábado, e também apoio do Governo Federal.

“Medidas do governo ajudaram neste sentido, alguns deram férias, outros estão tentando funcionar com serviço de entrega e volume mega baixo. Em Campo Grande, as decisões e conversas têm estratégia e temos errado menos”.

O momento, ainda segundo ele, impacta principalmente no pequeno, mas a longo prazo pode prejudicar os grandes empresários. “O que acontece neste período curto, os grandes vão administrando, mas se passar muito tempo, o que eles vão fazer: demissão. Outros que ligaram e falaram que não têm condições: ‘não tenho dinheiro para manter a minha própria família, não estou conseguindo nem pagar a folha’. Os pequenos têm relacionamento tão próximo com os colaboradores que ligam chorando que não querem demitir. Só gente que não vê perspectiva, não tem esperança”.

Por hora, está liberado o funcionamento de farmácias, hipermercados, supermercados, feiras livres, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, quitandas e centros de abastecimento de alimentos, além de lojas de conveniência, lojas de venda de alimentação para animais, distribuidores de gás, lojas de venda de água mineral, padarias, restaurantes, lanchonetes e postos de combustível.

Para dar um incentivo, a ACICG reforça que “fechar não é parar”.

“Estamos ao lado dos empresários para auxiliar e prestar esclarecimentos. Fechar não é parar. Precisamos continuar com a nossa atividade comercial, precisamos continuar gerando emprego e renda para a população e atendendo a nossa clientela”, esclarece.

A ACICG desenvolveu medidas e disponibiliza as redes sociais para propagar orientações que ajudem as empresas a se manterem seus negócios ativos.

Fonte: TopMídiaNews

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