Os Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado (28), uma operação militar conjunta contra o Irã. Poucas horas depois, Teerã retaliou com o disparo de mísseis e drones em direção ao território israelense, elevando a tensão no Oriente Médio.
A ofensiva começou com explosões e colunas de fumaça sobre a capital iraniana, Teerã. Autoridades israelenses classificaram os ataques como preventivos, afirmando que miraram infraestruturas militares após meses de planejamento conjunto com Washington. Em meio às ações, o então presidente Donald Trump divulgou um vídeo em sua plataforma Truth Social anunciando operações de combate dos EUA com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
Relatos indicaram fumaça no distrito de Pasteur, área onde fica a residência do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acompanhada de um forte esquema de segurança. As Forças de Defesa de Israel emitiram alertas de evacuação para civis próximos a instalações militares em território iraniano.
Retaliação iraniana e escalada regional
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou uma onda inicial de ataques com mísseis e drones contra Israel e declarou ter como alvo a Quinta Frota dos EUA no Bahrein. Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom informou atendimento a feridos por explosão no norte do país.
A escalada também repercutiu no Golfo. Explosões foram ouvidas em Riade, Manama e Doha. Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado mísseis e reservaram-se o direito de responder. O Catar afirmou ter neutralizado projéteis, enquanto o Kuwait registrou incidentes semelhantes.
No Iraque, um bombardeio contra uma base associada a grupos pró-Irã no sul do país deixou mortos, segundo autoridades locais. Explosões também foram relatadas perto do consulado dos EUA em Erbil.
Espaço aéreo fechado e voos suspensos
A crise levou ao fechamento temporário de espaços aéreos e ao cancelamento de voos. O Catar suspendeu operações; o Iraque fechou seu espaço aéreo; a Síria restringiu o tráfego no sul por 12 horas. Companhias como Air France, Lufthansa, Turkish Airlines, Air India e Swiss International Air Lines suspenderam ou cancelaram rotas para cidades como Tel Aviv, Beirute, Amã e Teerã.
Reações internacionais
O Reino Unido expressou preocupação com o risco de ampliação do conflito. A Austrália manifestou apoio à ação dos EUA, enquanto a Ucrânia atribuiu a escalada à postura do governo iraniano. A União Europeia classificou os eventos como “perigosos” e pediu proteção aos civis. Já Dmitry Medvedev criticou Washington, acusando os EUA de terem “mostrado sua verdadeira face”.
O cenário segue volátil, com apelos diplomáticos por contenção enquanto governos reforçam alertas de segurança e medidas emergenciais na região.

