A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) iniciou uma análise detalhada sobre os impactos da nova política comercial dos Estados Unidos no agronegócio estadual. Após a Suprema Corte norte-americana barrar o “tarifaço” original, o presidente Donald Trump estabeleceu uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados. A entidade técnica busca agora entender como essa alíquota afetará o fluxo de exportações de Mato Grosso do Sul, que tem nos Estados Unidos um importante parceiro comercial, especialmente em setores de valor agregado.
Em contrapartida, o governo brasileiro manifestou uma visão otimista sobre a mudança. O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, afirmou que a imposição de uma taxa igualitária para todos os países garante a competitividade do Brasil. Segundo Alckmin, como os Estados Unidos possuem superávit comercial com o Brasil tanto em bens quanto em serviços, a medida de 15% aplicada globalmente não prejudica a posição brasileira em relação aos concorrentes internacionais. A análise técnica da Famasul será fundamental para confirmar se essa paridade tarifária será suficiente para proteger as margens dos produtores sul-mato-grossenses.

