Com o aumento expressivo de golpes eletrônicos em todo o Brasil, um morador de Anastácio se tornou mais uma vítima desse tipo de crime e perdeu R$ 34,6 mil após ser enganado durante uma suposta negociação para a compra de um aparelho de ar-condicionado. O caso foi registrado na Polícia Civil e classificado pela delegada Tatiana Zengueira e Silva como furto qualificado mediante fraude, previsto no artigo 155 do Código Penal para crimes praticados por meios eletrônicos.
Segundo o boletim de ocorrência, o morador pesquisava preços de ar-condicionado quando iniciou contato com uma mulher que se apresentava como funcionária das “Lojas Colombo”, utilizando um número com DDD 11, de São Paulo. O equipamento, de 12 mil BTUs, foi anunciado por R$ 2.225, e o golpista garantiu que nada seria cobrado antecipadamente — o pagamento, segundo ela, seria feito apenas no ato da entrega pelos Correios.
Durante a negociação, o suposto atendente enviou um arquivo chamado “token de rastreamento”, alegando que seria necessário para acompanhar o envio do produto. Após baixar o arquivo, a vítima foi orientada a conceder várias permissões no celular, procedimento que considerou estranho ao notar que uma luz verde permaneceu acesa, possivelmente indicando o acionamento da câmera ou do microfone. Em seguida, aplicativos desconhecidos passaram a ser instalados e removidos automaticamente.
Pouco depois, o celular começou a apresentar falhas. Ao tentar acessar o aplicativo do banco, a tela escurecia e travava. No dia seguinte, ao conferir a conta, o morador descobriu diversas movimentações não autorizadas — transferências, TEDs, PIX e pagamentos eletrônicos — que totalizaram R$ 34.600. Os criminosos teriam realizado todas as operações enquanto o aparelho exibia a tela preta.
A vítima procurou o banco e foi orientada a registrar boletim de ocorrência para tentar recuperar parte do prejuízo. A Polícia Civil investiga o caso e reforça o alerta sobre golpes que envolvem download de arquivos suspeitos, concessão de permissões indevidas e contatos falsos que se passam por representantes de empresas.



