O Governo Federal lançou oficialmente neste sábado (30), em evento na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, a plataforma Tela Brasil, o primeiro serviço de streaming público e gratuito dedicado exclusivamente ao audiovisual nacional. Desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria tecnológica com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o projeto recebeu um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. O objetivo central da iniciativa é democratizar o acesso à cultura, descentralizar a distribuição de filmes e fortalecer a soberania cultural do país.
O acesso ao catálogo é integrado ao sistema de login único do portal Gov.br e estruturado em duas modalidades de navegação:
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Perfil Cidadão: Voltado ao usuário comum, permitindo assistir a produções sob demanda de forma individual e criar listas de favoritos.
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Perfil Direcionado: Desenvolvido especificamente para exibições coletivas e sem fins lucrativos em salas de aula, cineclubes, bibliotecas, museus e pontos de cultura.
Nesta fase inicial de lançamento, a plataforma opera diretamente via navegadores de internet em computadores e Smart TVs, com previsão de lançamento dos aplicativos móveis para sistemas Android e iOS em até 30 dias. Para expandir o ecossistema de difusão de mídia, o MinC assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a TV Brasil (EBC), garantindo o intercâmbio de conteúdos.
Composição do Acervo e Acessibilidade
A Tela Brasil estreia com um catálogo de 555 obras catalogadas, que abrangem desde produções históricas datadas de 1910 até lançamentos contemporâneos de 2025. O acervo reúne conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e acervos preservados pela Cinemateca Brasileira, CTAv, Funarte e Fundação Cultural Palmares.
O catálogo destaca-se pela curadoria focada na diversidade — incluindo blocos dedicados ao cinema negro (como a categoria Africanidades), produções indígenas, obras dirigidas por mulheres e temas como a justiça climática. Entre os títulos disponíveis, constam 19 filmes que já representaram o Brasil na disputa do Oscar, além de clássicos consagrados do cinema nacional:
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Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha)
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Xica da Silva (Cacá Diegues)
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A Hora da Estrela (Suzana Amaral)
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Central do Brasil (Walter Salles)
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Cidade de Deus (Fernando Meirelles)
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Carandiru (Hector Babenco)
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Olga (Jayme Monjardim)
Nota sobre Acessibilidade: Todas as obras selecionadas via edital público contam obrigatoriamente com três recursos integrados: audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), fruto de pesquisas em políticas públicas baseadas em evidências.


