Vitima foi socorrida em estado grave, irmãs relatam que a vítima pediu para não deixa-la morrer
Na madrugada deste domingo, 21, uma mulher de 32 anos foi esfaqueada pelo marido, na região do pescoço, rosto e seios. O fato ocorreu no bairro Tarsila do Amaral, na capital do estado, Campo Grande.
A vítima foi socorrida em estado grave. O marido, um homem de 31 anos, foi preso pela Polícia Militar e encaminhado para a Deam, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
Segundo a ocorrência, o irmão e o enteado da vítima ouviram os gritos de pedido de socorro da mulher que estava sendo agredida e esfaqueada pelo marido. O irmão então ligou para a polícia pedindo socorro. Quando os policias militares chegaram na casa encontraram a mulher ensanguentada em cima da cama.
O autor do crime ainda no local, mostrava sinais de descontrole e foi algemado e preso pelos policiais. Ele confessou o crime e disse que o ato foi cometido em momento de raiva, após descobrir que havia sido traído pela mulher.
Os policiais ainda acionaram o Samu, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, e a mulher encaminhada para um hospital. Ela foi esfaqueada várias vezes no rosto, região do pescoço e seios. A vítima tinha ainda um corte profundo no braço esquerdo. A mulher sob efeitos de medicamento e não conseguia se comunicar.
O enteado da mulher se refugiou numa casa nos fundos da residência e contou aos policiais que ouviu os gritos de socorro da madrasta. Ele ainda relatou que a mãe dele, ex-mulher do criminoso, sempre era agredida pelo pai. A faca usada para cometer o crime foi apreendida e a criança entregue a mãe.
Não me deixem morrer, implorou a vítima
As duas irmãs da mulher de 32 anos esfaqueada mais de sete vezes no rosto, peito, nuca pelo marido de 31 anos, na madrugada deste domingo, 21, no bairro Tarsila do Amaral, em Campo Grande, contaram que o autor ameaçou voltar para terminar o ‘serviço’.
As irmãs contam que o autor estava ingerindo bebidas alcoólicas desde a hora do almoço de sábado, 20, mas que quando foram socorrer a irmã, ele estava sóbrio. Segundo as mulheres, quando entraram no quarto viram a irmã ensanguentada.” Minha irmã implorou para não deixar ela morrer. Falou que não conseguia respirar”, disse uma das irmãs da vítima.
Ela contou que o casal estava junto há dois anos, e que o relacionamento era conturbado, já que o cunhado era possessivo e proibia a irmã de sair sozinha ou ficar sentada em frente de casa sem a presença dele. O autor também proibia que a irmã e os filhos dela comessem alimentos que ele comprava para a casa. ”Ele comprava carne e só ele podia comer, minha irmã e sobrinhos tinham de comer ovo.”, relatou uma das irmãs.


