A abertura da chamada janela partidária, iniciada nesta quinta-feira (5), período em que deputados estaduais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato, deve provocar mudanças significativas na composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). A expectativa é de que o PL (Partido Liberal) passe a ocupar o protagonismo na Casa de Leis, posição hoje associada ao PSDB, enquanto até três partidos podem deixar de ter representação no parlamento estadual até o encerramento do prazo, em 3 de abril.
Atualmente com seis deputados na Assembleia, o PSDB deve sofrer a maior perda de representantes. Apenas Pedro Caravina e Lia Nogueira avaliam permanecer na legenda, decisão que ainda depende da formação de alianças políticas e da composição das chapas para as eleições de 2026.
Os deputados Paulo Corrêa e Mara Caseiro devem se filiar ao PL, enquanto Jamilson Name e Zé Teixeira já haviam sinalizado saída desde o ano passado, em meio à crise interna do partido no Estado. Name deve seguir para o PP (Progressistas), enquanto Zé Teixeira ainda avalia entre PP e PL, buscando uma legenda alinhada à direita, porém sem posições consideradas radicais.
Com as possíveis filiações, o PL, que hoje conta com três parlamentares, pode ampliar a bancada para até sete deputados, assumindo uma das maiores representações dentro da Assembleia. O partido também deve receber o deputado Márcio Fernandes, atualmente no MDB, além do retorno de Lucas de Lima, hoje sem partido.
A única saída prevista do PL é a do deputado João Henrique Catan, que deve migrar para o Novo, com a intenção de disputar o Governo do Estado.
Outro reflexo das mudanças pode ser o desaparecimento de três partidos da Assembleia Legislativa. O Podemos deve perder sua única cadeira com a saída do deputado Rinaldo Modesto, que deve se filiar ao União Brasil. Já o PSD e o PSB também correm o risco de ficar sem representantes.
O deputado Paulo Duarte, atualmente no PSB, já indicou que deixará a sigla e avalia filiação ao PSDB, decisão que depende da formação da chapa tucana. No caso do PSD, o deputado Pedro Pedrossian Neto recebeu convites para ingressar no Republicanos ou no próprio PSDB.
Já o deputado Lidio Lopes, atualmente sem partido, analisa convites para se filiar ao PP, legenda da prefeita de Campo Grande Adriane Lopes, além de possibilidades no Avante ou no Republicanos.
Entre as bancadas que devem permanecer estáveis estão o PT, que continuará com os deputados Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane, além dos parlamentares Antonio Vaz (Republicanos) e Roberto Hashioka (União Brasil), que também não devem mudar de legenda.
No PL, permanecem os deputados Coronel David e Neno Razuk, enquanto no PP seguem o presidente da Assembleia, Gerson Claro, e o deputado Londres Machado. Já o MDB mantém os deputados Junior Mochi e Renato Câmara.
Caso as mudanças se confirmem, o cenário político da Assembleia Legislativa deve sofrer uma reorganização significativa, com o PL ampliando sua força e o PSDB reduzindo sua bancada, que pode cair para cerca de três parlamentares.


