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Juruva é oficializada como ave símbolo da Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul deu um passo histórico na valorização de sua biodiversidade com a sanção da Lei nº 6.563/2026, que institui a juruva (Baryphthengus ruficapillus) como a ave símbolo dos domínios da Mata Atlântica no estado. A medida oficializa um processo participativo iniciado em 2025 e coloca o estado em evidência na agenda global de conservação e no fortalecimento do aviturismo (turismo de observação de aves).

A escolha da espécie, conhecida por sua beleza singular e por ser um importante indicador de qualidade ambiental, reflete o compromisso do estado com a preservação dos seus 6,3 milhões de hectares de Mata Atlântica — a maior área contínua preservada deste bioma no interior do Brasil.

Objetivos da Nova Legislação

A instituição da juruva como símbolo não é apenas honorífica; a lei estabelece metas estratégicas para o desenvolvimento sustentável:

  • Turismo de Natureza: Estimular a observação de aves como vetor econômico, especialmente em regiões como o Vale das Águas.

  • Educação Ambiental: Utilizar a imagem da ave em campanhas educativas e materiais institucionais para conscientizar sobre a preservação de habitats.

  • Pesquisa Científica: Incentivar estudos sobre a fauna local e a conservação das Unidades de Conservação (UCs).

Protagonismo e Integração

A sanção ocorre em um momento estratégico, logo após a realização da COP15 em Mato Grosso do Sul, reforçando o papel da gestão pública na consolidação de políticas ambientais. O projeto contou com a articulação direta da Fundtur MS, Imasul, universidades e gestores de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Para o setor produtivo e turístico, a medida é vista como um marco. Recentemente, foi lançada uma rota de observação de aves em Unidades de Conservação da Mata Atlântica, ampliando as oportunidades de negócios sustentáveis e fortalecendo a identidade local.

O Bioma em MS

Atualmente, mais de 1 milhão de hectares da Mata Atlântica sul-mato-grossense estão protegidos em unidades como o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e a APA das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná. A juruva, com seu comportamento discreto e plumagem marcante, passa a ser o rosto dessa imensa riqueza natural.

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