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quinta-feira, 9 abril, 2026

Justiça manda soltar policiais militares presos por morte durante abordagem em Anastácio

A Justiça determinou, nesta quarta-feira (8), a soltura dos policiais militares Thiago Germano de Figueiredo e Enilton Cintra Duarte Junior, que estavam presos desde o dia 3 de abril por envolvimento na morte de Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, em Anastácio.

O caso ocorreu no dia 31 de março, durante uma abordagem realizada por uma equipe da Força Tática da Polícia Militar, no Bairro Cristo Rei. Wellington foi atingido por um disparo enquanto tentava fugir.

De acordo com a decisão judicial, a prisão dos militares havia sido decretada de forma temporária, mas o prazo legal para manutenção da medida foi ultrapassado sem a apresentação de novos elementos que justificassem a prorrogação.

Pela legislação brasileira, quando o crime investigado não é considerado hediondo, a prisão temporária tem prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco apenas se houver justificativa formal. No entendimento do magistrado responsável pelo caso, como os policiais estavam presos desde o dia 3 de abril, o prazo já havia expirado.

Diante disso, a continuidade da prisão foi considerada irregular, levando à expedição do alvará de soltura, desde que os policiais não estejam detidos por outros motivos.

A decisão judicial foi divulgada publicamente pela Aspra-MS (Associação de Praças da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) na tarde desta quarta-feira.

Entenda o caso

Wellington dos Santos Vieira, conhecido como “Bola”, era apontado como um dos suspeitos de envolvimento no assassinato de Maria Clair Luzni, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos. O crime teria sido cometido, segundo as investigações, a mando da filha do casal, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos.

Durante a abordagem policial em Anastácio, Wellington acabou sendo baleado e morreu no local.

Inicialmente, a versão registrada pela Polícia Militar em boletim de ocorrência indicava que o suspeito teria sacado uma faca e avançado contra um dos policiais, o que teria provocado um confronto.

No entanto, no dia 1º de abril, imagens obtidas pela imprensa mostraram outra versão dos fatos. O vídeo revela o momento em que Wellington é atingido pelas costas enquanto corria, o que levantou questionamentos sobre a narrativa apresentada inicialmente.

Após a repercussão do caso, a Corregedoria da Polícia Militar determinou o afastamento dos dois policiais do serviço e, posteriormente, a prisão preventiva deles enquanto as investigações avançavam.

Agora, com a decisão judicial desta quarta-feira, os militares respondem às investigações em liberdade, enquanto o caso segue sendo apurado pelas autoridades.

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