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quarta-feira, 8 abril, 2026

‘Lista suja’ do trabalho escravo inclui 10 empregadores de MS; 84 trabalhadores foram encontrados em condições irregulares

A atualização mais recente do Cadastro de Empregadores, conhecido como “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na segunda-feira (6), incluiu novos nomes de Mato Grosso do Sul. O documento reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.

No estado, dez empregadores passaram a integrar o cadastro nesta atualização. Entre eles estão fazendas e empresas localizadas em diferentes municípios sul-mato-grossenses, com predominância de atividades ligadas ao setor agropecuário.

Entre os casos listados estão:

  • Agropecuária Formosa Ltda, em Bonito (7 trabalhadores);
  • Agropecuária GMS Ltda, em Maracaju (4 trabalhadores);
  • Edmur Miglioli Junior, em Anastácio (3 trabalhadores);
  • Haroldo Henrique Rapozo Luizari, em Porto Murtinho (22 trabalhadores);
  • Jessica Aparecida dos Santos, em Deodápolis (11 trabalhadores);
  • José Domingos Lot, em Paraíso das Águas (16 trabalhadores);
  • Leonice Vilharga de Brito, em Camapuã (1 trabalhador);
  • Luis Alberto de Souza, em Caracol (3 trabalhadores);
  • Marcelo Botassini Ambiental Ltda, em Coxim (10 trabalhadores);
  • Valdir Fernandes Pessoa, em Itaquiraí (7 trabalhadores).

Ao todo, 84 trabalhadores foram encontrados em condições irregulares nesses casos mais recentes registrados no estado.

Estado soma 28 registros na lista

Com a nova atualização, Mato Grosso do Sul passa a ter 28 registros ativos no Cadastro de Empregadores.

Os nomes incluem pessoas físicas e empresas de diferentes setores, principalmente ligados à agropecuária e ao extrativismo. As ocorrências estão distribuídas por municípios como Corumbá, Bonito, Maracaju, Caracol, Ribas do Rio Pardo, Porto Murtinho, Anastácio e Dourados.

O que é a “lista suja”

A chamada “lista suja” do trabalho escravo é um documento público divulgado duas vezes por ano pelo Ministério do Trabalho. O objetivo é dar transparência às ações de fiscalização e combater a exploração de trabalhadores no país.

A inclusão de nomes ocorre apenas após processos administrativos concluídos, garantindo direito de defesa aos empregadores, conforme normas estabelecidas por portaria federal.

Dados nacionais

Em todo o país, 169 novos empregadores foram incluídos na atualização mais recente da lista, representando aumento de 6,28% em relação à anterior. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas.

Os novos registros estão ligados ao resgate de 2.247 trabalhadores em condições de exploração entre os anos de 2020 e 2025.

Entre as atividades com maior número de ocorrências estão:

  • serviços domésticos;
  • criação de bovinos para corte;
  • cultivo de café;
  • construção de edifícios;
  • preparação de terreno, cultivo e colheita.

Por outro lado, 225 empregadores foram retirados da lista após completarem dois anos no cadastro, prazo previsto nas regras.

Os estados com maior número de inclusões foram Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraíba. Mato Grosso do Sul aparece entre as unidades da federação com 10 novos registros nesta atualização.

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