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Marido de Maria de Fátima não deve ser indiciado por duplo homicídio

A Polícia Civil está finalizando o inquérito que apura a morte do casal Maria Clair Luzni e Vilson Fernandes Cabral, ocorrida no dia 26 de março, em Anastácio. A mandante do crime seria a filha do casal, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, que contou com a ajuda de dois comparsas para executar o homicídio. A suspeita também tentou incluir o ex-companheiro, Wendebrson Haly Matos da Silva, na cena dos crimes.

No entanto, o JNE apurou que, após as diligências da equipe de investigação, foi descartada a participação de Wendebrson na morte do casal. Em um de seus depoimentos, Maria de Fátima teria afirmado que o ex-companheiro teria arquitetado a morte dos ex-sogros e também estaria na cena do crime, alegando que havia contado a ele que foi abusada pelo pai. Contudo, as investigações apontam apenas uma mentora do crime: a própria filha. Wendebrson não estava no local no momento do duplo assassinato e não tinha conhecimento da morte dos pais da ex-companheira.

Ele irá responder pela morte de David Vareiro Machado, conhecido como “Perna”, que também estaria envolvido diretamente na morte do casal, em razão de um desacordo comercial. Seus advogados afirmam que houve legítima defesa. Segundo a versão apresentada, no dia 27 de março, “Perna” teria combinado uma diária para descarregar um frete, porém não cumpriu o acordo e ainda assim exigia o pagamento, o que gerou uma primeira discussão entre os dois. Wendebrson então realizou o pagamento de meia diária via Pix, mas, ao chegar em casa, encontrou “Perna” conversando com Maria de Fátima, momento em que houve uma nova discussão. A situação evoluiu para vias de fato, quando Wendebrson desferiu um golpe de faca contra ele.

O JNE tentou contato com a delegada titular da Delegacia de Polícia Civil de Anastácio, Tatiana Zyngier e Silva, mas, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno por parte da autoridade policial.

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