Oragilda Batista Fernandes, de 28 anos foi detida como principal suspeita pelo incêndio que resultou na morte de três pessoas, na madrugada desta segunda-feira (31), em uma área de retomada, ao lado da Aldeia Bororó, em Dourados.
Já durante a noite, a suspeita deixou a sede do SIG (Seter de Investigações Gerais), onde prestou esclarecimentos e depois foi levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitária), onde deverá passar a noite.
Em coletiva de imprensa na noite desta segunda-feira (31), o delegado Erasmo Cubas, responsável pelo SIG (Setor de Investigação Geral), revelou detalhes sobre o incêndio onde Fabiana Benites Amarilha, de 36 anos, a sua filha de apenas um ano, Mariana Amarilha Paula, e a idosa Líria Isnarde Batista, morreram carbonizadas.
“Por enquanto, com tudo que nós colhemos, nós descartamos a participação de qualquer outra pessoa”, disse o delegado.
Após passar por exames pericial, foi constatado que suspeita apresentava ferimentos decorrentes de queimadura, o que reforçou indícios de sua participação no crime. Ao ser levada para a delegacia, ela apresentava estado visível de embriaguez.
Segundo o delegado Oragilda, Fabiana e Líria consumiam bebida alcoólica quando em determinado momento houve um desentendimento entre elas. A suspeita se apoderou de uma barra de concreto e desferiu contra a cabeça da idosa, em seguida asfixiou a criança e depois, com um líquido inflamável ateou fogo na casa, enquanto Fabiana dormia no interior do imóvel.
Ainda conforme o delegado, as investigações devem continuar, a suspeita ainda passará por outro interrogatório, onde outras pessoas também serão ouvidas.
Mais cedo, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou uma nota informando que teria recebido relatos sobre a invasão do território por homens armados, que teriam efetuado disparos e incendiado moradias, obrigando os moradores a se refugiarem na mata.
No entanto, as informações policiais descartam essa versão dos fatos. Horas depois, o texto foi retirado da página do Ministério.
O caso segue sob investigação.


