Apontado pelo Ministério Público como um dos líderes da organização investigada na Operação Sucessione, Neno Razuk é considerado foragido desde o dia 7 de julho. O pedido de prisão foi expedido no início do mês, após o ex-deputado perder o foro por prerrogativa de função em maio.
De acordo com as investigações, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) não conseguiram localizá-lo em sua residência para o cumprimento do mandado de prisão, passando ele à condição de foragido.
Paralelamente à investigação criminal, Neno Razuk pode ter a situação política alterada. Está previsto para esta terça-feira (21) o julgamento, no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), de um mandado de segurança em que o ex-deputado pede a anulação da retotalização dos votos realizada após a anulação dos votos da deputada Raquelle Trutis.
Caso obtenha decisão favorável, Neno poderá recuperar o mandato de deputado estadual.
Na esfera criminal, a defesa também busca um habeas corpus para revogar a prisão. O pedido foi negado em decisão liminar e ainda aguarda julgamento do mérito pelo colegiado.


