Nordestinos residentes no Estado recebem a Comenda Asa Branca

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Professora Lurdes Batista Monteiro, anastaciana, falou em nome dos homenageados

Na tarde de ontem, terça feira (9), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) homenageou a comunidade nordestina em sessão solene de concessão da Comenda Asa Branca, realizada no Plenário Deputado Júlio Maia. Os deputados Paulo Corrêa (PSDB) e Gleice Jane (PT) são os proponentes da solenidade, alusiva ao Dia da Comunidade Nordestina no Estado de Mato Grosso do Sul.

A honraria, composta por troféu e diploma, foi instituída pela Resolução 27/2017 para homenagear personalidades nascidas na região nordeste do Brasil, ou seus filhos, bem como entidades que tenham contribuído ou contribuem para o desenvolvimento em qualquer setor ou para a preservação e a manutenção da cultura nordestina no Estado de Mato Grosso do Sul.

Ao iniciar o evento, o deputado estadual Paulo Corrêa propôs um minuto de silêncio em memória ao deputado Amarildo Cruz, que primeiramente sugeriu a honraria. Em seguida o parlamentar ressaltou a luta do povo nordestino. “Fico muito à vontade em estar nesta sessão solene em função de ser filho de nordestino. Meu pai era de Afrânio, no Pernambuco, e minha mãe, de Jardim, no Ceará. Somos sertanejos raiz mesmo, como dizia meu pai.

A deputada Gleice Jane destacou as maiores contribuições da comunidade nordestina para o Estado. “Sou neta de um nordestino, pois meu avô veio de Exu, no Pernambuco, e trouxe todo esse conhecimento e paixão pelo Nordeste. Então eu cresci ouvindo histórias, tenho esse carinho grande por essa experiência familiar e aprendi a apreciar a cultura nordestina. Agradeço a cada um que veio nos fortalecer e enriquecer”, enfatizou a deputada, mostrando e colocando seu chapéu em alusão à Maria Bonita.

Apresentações culturais

Durante a solenidade, houve apresentação musical pelo Grupo Terra Seca e apresentação de dança com participação especial do Grupo Amigos de Tradições Nordestinas. Os homenageados foram apresentados de forma diferenciada, de acordo com a cultura popular nordestina em formato de cordel, com a participação especial dos artistas e repentistas José Edson Barbosa de Morais – “Prof. Barbosa” e Roberval Cunha. Os cordéis foram escritos pelos poetas e cordelistas Jairo Luiz da Silva e Luiz Vicente da Silva.

Homenageados

Foram outorgados com a Comenda Asa Branca: Fátima do Socorro da Silva, José João dos Santos – “Sabatel”, José Lúcio Neto, José Queiroz da Silva – “Zé Queiroz”, Luiz Vicente da Silva, Lurdes Batista Monteiro, Maria Carmelita da Conceição, Maria Helena Leonel, Maristela Barbosa, Ronaldo Antônio dos Santos, Uanderson Braga Aristide, Zenir Rodrigues Recalde, Alexandre Junior Costa, Gilmar Silva dos Santos, João Dareia, Joaquim Edson Macedo Moreira, Jose Bilhar, Jose Oliveira Souza Didi, Maria do Socorro de Morais, Maria Nilve Pacheco, Maria Zilda Alves Bezerra, Marinalva Conceição Vicente, Paulo Roberto de Carvalho, Simone Crisley de Lima Souza Alves, Maria das Graças Alves de Lima – Gracinha Pernambucana, Francisco Jailton Guimarães, Francisco Martins Cardoso (em memória) representado pelos filhos, e José Aldo de Gusmão.

Para falar em nome dos homenageados, representando os Amigos das Tradições Nordestinas da cidade de Anastácio, a professora Lurdes Batista Monteiro agradeceu a honraria por meio de um poema de sua autoria: “(…) Crescemos ouvindo nosso pais, dizerem coisas como essa, somos cavalo do cão, deveras fizemos isso, para que vocês tenham compromisso, com as raízes lá do sertão! E olha nós, cá, onde estamos, felizes com esse convite, ainda há quem duvide, que lugar assim já galgamos, pois a comenda conquistamos, e aos papais que do céu nos assistem, aos pais vivos abraçamos, com a Comenda Asa Branca, e para eles também a ofertamos! Foram eles que nos proporcionaram, porque um dia nos ensinaram, a honrar do nome como herança. Com o coração encarcado, cheio de tamanha emoção, agradecemos a oportunidade, de mostrar nosso galardão. Devemos ao povo desse estado toda a nossa gratidão!”, leu Lurdes Batista Monteiro.

Ela falou sobre o sentimento em ser reconhecida. “Quando eu fiz esse pequeno cordel foi em agradecimento ao convite que nós recebemos e também um grande reconhecimento aos nossos pais e avós, por conta que se hoje estamos aqui recebendo uma homenagem, é porque eles plantaram isso e nós estamos colhendo. Então, isso para nós é muito significativo e agradecemos de fato”, refletiu Lurdes Batista Monteiro.

Homenagem foi instituída em 2017