OPERAÇÃO DO GAECO SÓ FOI POSSÍVEL COM PROVA COMPARTILHADA DA PF, DIZ PROMOTOR

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De acordo com o promotor Marcos Alex Vera, que coordena desde as 6h desta terça-feira (25) a Operação Coffee Break desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), só no período da tarde será fornecido detalhes da ação bem como nomes de presos ou conduzidos coercitivamente durante a operação.

Entre os conduzidos estão nove vereadores, os empresários João Campos de Amorim, João Baird e Fábio Portela. Marcos Alex confirma que a operação teve como base as investigações sobre a compra de votos para cassação do prefeito Alcides Bernal assim como informações apuradas durante a Operação Lama Asfáltica.

O promotor reiterou que o afastamento do prefeito Gilmar Olarte não se trata de cassação, mas afastamento. “A prova compartilhada junto com a investigação do Gaeco permitiu a operação”, afirmou.

Detalhes da ação de hoje serão apresentados durante coletiva, a princípio agendada para 15h desta terça-feira. Os nove vereadores, o ex-vereador Alceu Bueno e três os empresários foram conduzidos entre as 6 e 7 horas, período que durou a ação ostensiva da operação que investiga crimes de corrupção passiva e ativa, além da compra de votos na Câmara Municipal.

Olarte – Músico, empresário e pastor, Gilmar Antunes Olarte assumiu a Prefeitura de Campo Grande no dia 13 de março do ano passado, após a cassação do mandato de Alcides Peralta Bernal (PP). Antes, ele já tinha exercido o mandato de vereador da Capital.

Pouco depois de assumir o cargo, Gilmar Olarte chegou a ser alvo de outra operação do Gaeco, que cumpriu mandado de busca e apreensão na sua casa no dia 11 de abril do ano passado.

O resultado da investigação resultou em denúncia ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul contra o prefeito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na semana passada, a Seção Criminal acatou o pedido de denúncia e Olarte se tornou réu pelos crimes investigados.

O prefeito recorreu ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão, mas, ontem, o ministro Ericson Maranho, negou o pedido de habeas corpus e o julgamento contra o prefeito terá prosseguimento no TJ/MS.