O Pantanal assumiu o papel de protagonista durante os discursos da alta cúpula da COP15, a 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). Realizado em Campo Grande, o evento reuniu lideranças globais para discutir a preservação de corredores ecológicos e a proteção de animais que cruzam fronteiras, reforçando a importância estratégica de Mato Grosso do Sul para o equilíbrio ambiental das Américas.
A abertura do segmento presidencial foi marcada pela fala de João Paulo Capobianco, presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Em seu pronunciamento, Capobianco definiu o Pantanal como a maior planície alagável do mundo e um símbolo da conectividade ecológica. Ele destacou que o bioma transfronteiriço é essencial para a conservação de espécies migratórias, servindo como um refúgio vital que conecta diferentes ecossistemas pelo continente.
A reunião reafirmou o compromisso das nações com a cooperação internacional e o fortalecimento do multilateralismo para enfrentar os desafios climáticos. Para as autoridades presentes, a conservação dos habitats pantaneiros é inseparável do desenvolvimento sustentável. A escolha de Campo Grande como sede do evento simboliza o reconhecimento global do Pantanal como um patrimônio que exige esforços conjuntos para garantir a sobrevivência de espécies que dependem da preservação de suas áreas alagadas.
Destaques da Conferência Bioma Estratégico: Pantanal reconhecido como peça-chave para a conectividade ecológica global. Cooperação: Foco no fortalecimento do multilateralismo para proteger espécies migratórias. Sede: Campo Grande posicionada como centro das decisões ambientais das Nações Unidas. Liderança: Presidência da COP15 conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil.

