Um homem de 55 anos ficou preso por 12 horas suspeito de injúria racial contra uma atendente da Azul Linhas Aéreas. Passageiro com destino a Corumbá, teria oferecido uma banana à vítima após um problema no despacho de sua bagagem. Caso ocorreu na sexta-feira (4) no aeroporto de Belo Horizonte/MG.
Se apresentando como advogado, Genesco Alves da Silva teria chegado ao terminal por volta das 7h30, conforme reportagem da UOL. Segundo a vítima, um problema no sistema de cadastro da companhia não permitiu, inicialmente, verificar que o passageiro era “cliente vip” e que não precisava pagar pelo despacho. Problema, que de acordo com a atendente foi solucionado rapidamente.
Mesmo com a situação resolvida, o homem teria retornado ao balcão e dito que a vítima tinha se esquecido de algo e lhe entregou uma banana. “Ele usou de mais sarcasmo falando: “Você prefere uma maça? Não, né? Banana mesmo”, relatou a comissária, que ficou em choque vendo ele se dirigir ao saguão e embarcar.
Gerente da Azul foi chamado e a PF (Polícia Federal) acionada. Silva foi convidado a se retirar da aeronave. Já o avião, com destino a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, seguiu viagem.
O suspeito que cursa medicina na Bolívia, pagou R$ 3 mil de fiança e foi liberado após 12 horas.
Ainda de acordo com o UOL, a Polícia Civil mineira, enquadrou Genesco por injúria racial e não por racismo, que é crime inafiançável. No primeiro caso, a dignidade da pessoa é ofendida com uso de elementos raciais. O crime de racismo, porém, envolve ações por conta do preconceito racial, como negar inscrição de uma pessoa em uma instituição por causa da cor da pele.
Silva chegou a dizer para a polícia que era advogado, informação negada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A ordem afirmou que ele chegou a trabalhar como estagiário em um escritório de advocacia, mas teve o registro cancelado.
Em nota, a Azul Linhas Aéreas informou que está prestando assistência à atendente e que não comentaria o caso, por enquanto, para não atrapalhar o inquérito policial.