Os preços do petróleo seguem em alta nesta quarta-feira (4), impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio, pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pelos recentes ataques a instalações do setor de energia na região.
Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent — referência internacional — avançava 0,93%, sendo negociado a US$ 83,07. Esta é a terceira alta consecutiva da commodity, refletindo a preocupação do mercado com possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo.
Parte dos ganhos, no entanto, perdeu força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que a Marinha norte-americana poderá escoltar petroleiros que cruzam o Estreito de Ormuz, caso seja necessário, medida que poderia reduzir os riscos ao fluxo da commodity.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo. A passagem liga os principais produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
O eventual bloqueio da rota representa um grande risco para o mercado energético, já que cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa pelo estreito. Qualquer interrupção no fluxo pode provocar forte impacto nos preços da commodity.
A escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel elevou ainda mais o alerta nos mercados globais. O fechamento do estreito ocorreu após ataques a instalações iranianas, ampliando o temor de desabastecimento.
Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também sofreu impactos. O Catar suspendeu temporariamente parte da produção após ataques a instalações energéticas, enquanto a Arábia Saudita fechou provisoriamente sua maior refinaria. Em Israel, campos de gás foram paralisados, e no Irã explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.
Logo após o início do conflito, no último domingo, o petróleo chegou a disparar cerca de 13%, superando US$ 82 por barril — o maior patamar registrado desde janeiro de 2025. A volatilidade segue elevada à medida que o mercado acompanha os desdobramentos da crise no Oriente Médio.

