A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Arsenal Oculto, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de armas de fogo e munições em Mato Grosso do Sul.
Em Campo Grande, os policiais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após a análise pericial de um aparelho celular apreendido durante a Operação Heredita Damnare, realizada em outubro de 2025. O material revelou indícios da atuação de um grupo criminoso envolvido na intermediação e comercialização clandestina de armas e munições.
As apurações apontam que os investigados eram responsáveis por captar armamentos, localizar compradores e intermediar as negociações, obtendo lucro com as vendas ilegais.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de comércio ilegal de armas de fogo, posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa.

Operação teve origem em investigação sobre tráfico internacional
A Operação Arsenal Oculto é um desdobramento da Operação Heredita Damnare, deflagrada em outubro do ano passado para combater uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e munições.
Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, no valor de R$ 5,4 milhões.
Conforme as investigações, o grupo utilizava caminhonetes clonadas e empresas de fachada para transportar drogas e munições da fronteira com o Paraguai até grandes centros urbanos, principalmente no estado de São Paulo. Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu mais de 14 toneladas de maconha.
O nome Heredita Damnare, expressão em latim que significa “herança maldita”, faz referência a um dos líderes da organização, que teria dado continuidade às atividades criminosas do pai, preso anteriormente pelos mesmos crimes.


