Uma tentativa de homicídio registrada na noite de sexta-feira (1º), no bairro Jardim Batistão, em Campo Grande (MS), trouxe à tona uma tragédia que marcou uma família há mais de uma década. A vítima, atualmente cadeirante, foi baleada novamente pelo mesmo homem que o deixou paraplégico em 2014, durante um ataque a tiros em uma festa de aniversário.
Naquele episódio, ocorrido há 11 anos, uma criança de 2 anos e 7 meses, que havia sido convidada para a festa, e uma mulher adulta foram mortas. O jovem, que estava no local com a família, foi atingido e sobreviveu, mas ficou paraplégico devido aos ferimentos.
“Eles chegaram atirando. Meu filho caiu no chão, meu marido também foi atingido. Uma senhora morreu, e a criança era convidada da festa”, relembra a mãe da vítima, hoje com 64 anos.
Segundo relatos da família, o autor dos disparos havia saído recentemente do presídio e, desde então, vinha fazendo ameaças de vingança. A nova tentativa de homicídio reacendeu o medo e a dor da família, que jamais esqueceu o que ocorreu em 2014.
A Polícia Civil investiga o caso. Até o momento, o suspeito não foi localizado.
A nova violência revive o trauma de uma tragédia marcada por perdas irreparáveis e pela sensação de impunidade, e levanta questionamentos sobre o sistema de justiça e a proteção às vítimas sobreviventes.


