Últimas notícias

Agressores poderão ser obrigados a usar tornozeleira eletrônica

A Câmara dos Deputados analisa nesta terça-feira (10) uma série de projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher e à ampliação de políticas públicas de proteção e conscientização. A votação ocorre em um momento em que os números da violência de gênero seguem preocupando em todo o país — e especialmente em Mato Grosso do Sul, que aparece entre os estados com maiores índices de feminicídio.

De acordo com dados recentes de monitoramento da violência contra a mulher, Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a 3ª posição no ranking nacional de feminicídios, cenário que reforça a urgência de medidas mais firmes de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Entre as propostas em análise está um projeto que prevê o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica, por meio de tornozeleiras eletrônicas. A medida busca aumentar a segurança das vítimas e evitar novas agressões, permitindo que as autoridades acompanhem a movimentação do agressor e garantam o cumprimento das medidas protetivas.

Outro projeto que será analisado estabelece que governos federal, estaduais, distrital e municipais promovam campanhas permanentes de conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa pretende ampliar o debate público sobre o tema e fortalecer ações educativas de prevenção.

Também está na pauta da Câmara uma proposta que autoriza mulheres maiores de 16 anos a comprar e portar spray de pimenta ou spray de extrato vegetal para defesa pessoal, desde que o produto seja regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além das iniciativas voltadas diretamente ao enfrentamento da violência, os deputados também devem votar um projeto que regulamenta a profissão de doula, profissional que acompanha gestantes durante a gravidez, o parto e o pós-parto, oferecendo suporte físico e emocional.

Outras propostas em discussão incluem um projeto que prevê proteção especial para mulheres que atuam em posições de liderança, além de um texto que proíbe a divulgação de imagens de vítimas de crimes ou acidentes, medida que busca preservar a dignidade e a privacidade das vítimas e de suas famílias.

A pauta também prevê a criação do Dia Nacional das Mulheres na Construção Civil, a ser celebrado em 25 de março, como forma de reconhecer a participação feminina no setor. Outro projeto obriga maternidades a informar as pacientes sobre a importância da amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê, reforçando políticas de saúde materno-infantil.

A votação ocorre em meio a um cenário preocupante de violência contra mulheres em várias regiões do país. Especialistas e entidades de defesa dos direitos das mulheres destacam que, diante de números tão elevados, o avanço de políticas públicas e medidas de proteção se torna cada vez mais urgente, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, onde os índices seguem entre os mais altos do Brasil.

Latest Posts

IPTU

Não perca