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Defesa de Alcides Bernal pede sigilo em processo por homicídio qualificado

A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Jesus Peralta Bernal, solicitou à Justiça que o processo em que ele é investigado por homicídio qualificado tramite sob sigilo. Bernal está preso pela morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, ocorrida no dia 24 de março.

De acordo com o advogado Gledson Alves, o caso teve grande repercussão pública e exposição na imprensa, ultrapassando, segundo a defesa, os limites da publicidade normal de um processo judicial.

No pedido encaminhado à Justiça, a defesa solicita sigilo total ou ao menos parcial, especialmente sobre mídias anexadas ao processo e o interrogatório do ex-prefeito, além da adoção de medidas para evitar novas divulgações de conteúdos relacionados ao caso.

O advogado também solicitou atendimento médico para Bernal, que atualmente está custodiado em Sala de Estado Maior, local reservado para presos com prerrogativas específicas.

Durante as investigações, o delegado responsável pelo caso, Danilo Mansur, afirmou que uma testemunha relatou ter ouvido dois disparos em um intervalo de cerca de cinco segundos. No entanto, a defesa de Bernal contesta essa versão, alegando que o revólver calibre .38 utilizado é de ação rápida, o que indicaria que os tiros foram efetuados praticamente em sequência. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do crime.

Por outro lado, a defesa da família de Mazzini sustenta que Bernal não agiu em legítima defesa, argumentando que o caso se trata de uma execução. O delegado também afirmou que, preliminarmente, a hipótese de legítima defesa não se sustenta, mas destacou que o laudo pericial ainda é aguardado.

Segundo Mansur, a sequência dos disparos pode ser um elemento importante para esclarecer a dinâmica do crime e indicar se houve intenção deliberada na ação.

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