O mercado internacional de grãos iniciou novembro sob pressão, com queda nas cotações da soja, do milho e do trigo. A movimentação de fundos de investimento, as perspectivas de oferta global e as incertezas sobre a demanda externa estão entre os principais fatores que influenciam os preços.
Segundo análise da TF Agroeconômica, os fundos retiraram aproximadamente US$ 6,6 bilhões dos mercados de commodities, provocando liquidações em produtos agrícolas, especialmente soja, milho e farelo.
O milho acumula cinco semanas consecutivas de desvalorização na Bolsa de Chicago. Na última semana, o contrato para dezembro recuou US$ 3,25 por tonelada. A soja para janeiro perdeu US$ 12,58, enquanto o trigo para dezembro registrou queda de US$ 7,90 por tonelada.
No mercado da soja, a continuidade das compras chinesas e o desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina são acompanhados de perto pelos investidores.
Já o trigo segue influenciado pelas condições de navegação no Mar Negro e pelas perspectivas de produção argentina, estimada entre 23 milhões e 23,5 milhões de toneladas.
O câmbio também interfere na formação dos preços no Brasil. O dólar foi indicado a R$ 5,4880 na B3, com valorização de 1,67%.
A demanda internacional, o andamento da safra norte-americana e as condições climáticas na América do Sul devem continuar influenciando as cotações agrícolas ao longo de novembro.



