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Na capital, 43 crianças trabalhavam em cemitérios

Quarenta e três crianças e adolescentes foram encontrados trabalhando em cemitérios em Campo Grande,  no período de Finados. A informação é do Ministério do Trabalho (MTB) que realizou operação de combate ao trabalho infantil em vários estados brasileiros. A prefeitura de Campo Grande foi notificada em relação ao flagrante.

De acordo com o chefe da Seção de Inspeção do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso do Sul (SRT-MS), auditor-fiscal Kleber Pereira de Araújo e Silva, em algumas situações, quando a equipe do Ministério chegava aos cemitérios, os menores fugiam, deixando ferramentas espalhadas pelo caminho.

Ao todo, foram fiscalizados 10 cemitérios da capital sul-mato-grossense. A prefeitura de Campo Grande e as administrações dos cemitérios foram notificadas para tomar providências sobre as situações encontradas. Além disso, os ambulantes foram orientados sobre a proibição do trabalho infantil. Até a presença de crianças e adolescentes na parte de fora dos cemitérios é vetada, conforme o Ministério do Trabalho.

País – No Ceará, segundo a coordenadora de combate ao Trabalho Infantil, Iane Oliveira, e o auditor-fiscal do Trabalho Daniel Arêa, foram encontradas 20 crianças e adolescentes trabalhando na pintura de túmulos, vendendo flores e velas e vigiando carros dentro dos cemitérios. A fiscalização foi feita em quatro pontos da capital cearense.

Em um dos cemitérios, inclusive, o manuseio errado de velas provocou um princípio de incêndio na grama, que estava alta. “Encontramos essa situação no cemitério de Bom Jardim, bairro que fica na periferia de Fortaleza. Além de dificultar nosso trabalho de fiscalização, o episódio colocou em risco a vida dos menores”, contou Iane.

O trabalho de crianças e adolescentes em cemitérios é proibido para menores de 18 anos e está tipificada na lista que define as piores formas de trabalho infantil. “O grau de periculosidade desse ambiente de trabalho é o grau 3, o mais elevado. A SRT-CE vai notificar a prefeitura e a administração dos cemitérios para que sejam tomadas as providências cabíveis“, disse o superintendente do Trabalho, Fabio Zech.

Na Bahia, também foram realizadas operações em quatro cemitérios na Baixada de Quintas, em Salvador. Segundo o auditor-fiscal Antônio Inocêncio, que coordena as atividades de fiscalização de combate ao trabalho infantil no estado, o objetivo foi sensibilizar as famílias a não contratarem crianças para realizar atividades em cemitérios.

“Além das famílias, conversamos com os administradores dos cemitérios e ambulantes sobre a proibição de utilizar mão de obra infantil nos cemitérios e em atividades nos logradouros, pois o papel deles é fundamental na erradicação do trabalho infantil”, explicou.

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