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Capivaras coloridas enfeitam pontos turísticos da Capital

O projeto artístico Capivara Urbana foi lançado pela Águas Guariroba na manhã de hoje (25), no Sesc Morada dos Baís. O projeto é uma forma da empresa presentear os 118 anos de Campo Grande, comemorado neste sábado (26), levando arte local estampada nas cinco esculturas de capivaras espalhadas pelas ruas da Capital.

Elas podem ser vistas na Orla Morena, Feira Central, Sesc Morada dos Baís, Praça Ary Coelho e altos da Avenida Afonso Pena até dezembro deste ano. As esculturas, projetadas pelo artista plástico Cleir Ávila, se integram ao ambiente urbano estampadas com as cores e conceitos artísticos de Ana Ruas, Isaac de Oliveira, Jonir Figueiredo, Guto Naveira e do próprio Cleir Ávila.

“É um projeto maravilhoso, reúne três coisas fundamentais: nossa convivência com os animais, expressão artística e uma ação social, já que no fim do ano elas serão leiloadas e o valor arrecadado será doado para instituições assistenciais da cidade. Agradeço a todos e aos artistas por fazerem parte deste projeto”, agradeceu o presidente da Águas Guariroba, Guillermo Deluca.

O artista Guto Naveira viu uma oportunidade de testar novas técnicas na sua capivara batizada de “Poesia”: “Ela tem elementos de Manoel de Barros, fugi do meu convencional para apresentar algo novo”, contou. Assim como Ana Ruas, que encarou o desafio com a sua capivara “Urbes”. “Ainda não tinha trabalhado com tridimensional. Quis elementos que fossem urbanos, porque nossa capivara é mesmo urbana. Elas convivem conosco, vemos muitas atropeladas por aí, a arte tem uma mensagem de que quem ama, cuida”, disse.

Esculpidas em fibra de vidro, as esculturas do projeto Capivara Urbana têm 90 centímetros de altura, 1,85 cm de comprimento e 60 centímetros de largura, mas as artes ainda eram surpresa até para o próprio grupo de artistas “Só hoje tivemos acesso ao trabalho do outro. Foram noites sem dormir, estou muito contente com o resultado, quis inverter e trazer o ipê para a capivara”, comentou Isaac de Oliveira, que assinou a “Capipê”.

Já o artista Jonir Figueiredo trouxe elementos curiosos ao perceber a calma e tranquilidade da mascote pelas ruas da cidade. “Quis transformá-la em uma joia indiana. A mandala é um símbolo curativo, regenerativo, bom para as pessoas apreciarem. Que nossa cidade seja mais humana!”, explicou sobre sua capivara, chamada “Indian Cadivéo Pop”.

A bandeira de Campo Grande não ficou de fora. O artista Cleir Ávila, quando produziu os moldes, já visualizou a sua “Capivara Morena”. “Primeira coisa que pensei foi que teria pêlos arrepiados e a bandeira da cidade. No brasão está a arara, outro símbolo importante e com o jeito da minha arte”, afirmou.

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