A propagação de uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical sobre o oceano intensificou a entrada de uma massa de ar frio na Região Sul nesta quarta-feira. Embora o sistema meteorológico não apresente potencial para provocar volumes significativos de chuva, a sua atuação mantém o mar agitado em toda a faixa litorânea e derruba as temperaturas, estabelecendo condições favoráveis para marcas negativas e formação de geada em amplas áreas territoriais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.
O amanhecer gelado e a estabilidade climática marcam a jornada, com o sol aparecendo entre poucas nuvens ao longo do dia. O risco de geada permanece ativo e concentrado em setores estratégicos como a Campanha, a Serra, o norte e o sudeste gaúcho, estendendo-se ainda pela metade oeste catarinense e por pontos isolados localizados no sul do Paraná. Nas demais localidades sulistas, o ar seco predomina, inibindo a umidade e consolidando o declínio térmico acentuado que caracteriza o avanço desta massa de ar de origem polar.
Nas outras regiões do território nacional, o panorama indica uma perda de força das instabilidades no Centro-Oeste e no Sudeste, embora o monitoramento ainda aponte previsão de pancadas fortes de chuva em áreas litorâneas do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e no litoral norte paulista. Na Região Nordeste, os principais volumes pluviométricos ficam restritos à faixa litorânea e ao extremo sul da Bahia, enquanto o interior nordestino mantém o padrão de tempo seco. No Norte, a combinação clássica de calor e umidade preserva o potencial para temporais isolados.


