A Secretaria de Estado de Saúde (SES) descartou, nesta terça-feira (17), a morte por chikungunya que estava sendo investigada em Aquidauana. A vítima era uma mulher indígena. Agora, a SES deve acionar a Secretaria Municipal de Saúde para atualizar os dados nos sistemas oficiais.
Mesmo com o caso descartado, Mato Grosso do Sul já soma quatro mortes por chikungunya em 2026. De acordo com o Ministério da Saúde, todas as vítimas eram de Dourados, onde comunidades indígenas enfrentam uma epidemia da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
A morte mais recente é de uma mulher de 60 anos, que tinha comorbidades e faleceu na quinta-feira (12). Dias antes, um bebê de apenas três meses também morreu em decorrência da doença. As outras vítimas são idosos de 69 e 73 anos. O bebê morava na Aldeia Bororó, enquanto os demais residiam na Aldeia Jaguapiru.
Casos em alta
Em apenas dez dias — entre 7 e 17 de março —, os casos prováveis de chikungunya cresceram 7,89% no Estado, passando de 2.446 para 2.639 registros. Mato Grosso do Sul lidera a incidência nacional, com 90,2 casos a cada 100 mil habitantes, muito acima da média brasileira, que é de 7,8.
O aumento já vinha sendo observado desde 2025, quando o Estado registrou 17 mortes e mais de 14 mil casos prováveis — seis vezes mais que em 2024 e o dobro da soma dos últimos dez anos.
No Brasil, são 16.558 casos prováveis e 10 mortes confirmadas, sendo que 40% dos óbitos ocorreram em Mato Grosso do Sul. Outros estados com registros de mortes são Mato Grosso (2), Rondônia (1), Minas Gerais (1) e São Paulo (1).
Ações de combate
O Ministério da Saúde iniciou uma força-tarefa em aldeias de Dourados para conter o avanço da doença. Entre os dias 9 e 11, equipes realizaram tratamento químico em 1.156 residências. Em 589 delas (26%), foram encontrados focos do mosquito, principalmente em caixas d’água, lixo e pneus.
A Prefeitura de Dourados afirmou, em nota, que o combate ao mosquito nas aldeias é responsabilidade do Governo Federal, embora tenha ressaltado a importância da colaboração da população. Já o Ministério da Saúde informou que segue monitorando a situação e realizando ações como instalação de armadilhas para ovos do mosquito e atividades de educação em saúde com agentes indígenas.
O que é a chikungunya?
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas são parecidos com os da dengue, mas costumam durar mais tempo, principalmente as dores nas articulações, que podem persistir por mais de 15 dias — e, em alguns casos, por anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações graves, afetando o sistema nervoso, os rins, o coração e a pele, podendo causar condições como encefalite, meningite, paralisias e outras doenças neurológicas.
Como se prevenir
A prevenção segue as mesmas orientações do combate à dengue:
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Mantenha a caixa d’água sempre bem vedada;
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Limpe calhas e retire folhas e sujeiras;
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Evite água parada em lajes e recipientes;
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Lave semanalmente reservatórios de água;
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Mantenha barris e tonéis fechados;
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Coloque areia nos pratinhos de plantas;
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Troque e higienize a água de plantas aquáticas;
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Guarde garrafas de cabeça para baixo;
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Descarte corretamente pneus e mantenha-os protegidos da chuva;
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Mantenha o lixo bem fechado e em local adequado.



