CPI do BNDES: empresário aceita quebra de sigilo fiscal e bancário

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por Jhoseff Bulhões

O proprietário da Exergia Brasil, Taiguara Rodrigues dos Santos, acaba de aceitar a quebra de sigilo fiscal, telefônico e bancário de sua empresa, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES. A quebra foi solicitada pelo deputado Betinho Gomes (PSDB-PE).

O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) questionou novamente se o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ou seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ajudaram Taiguara a conseguir contratos em Angola. “Influência zero do ex-presidente Lula e do Fábio”, respondeu o depoente. Ele atribui o contrato firmado com a Odebrecht em 2012, para a ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola, ao “acervo de obras” da Exergia S.A, que existia antes da formação da Exergia Brasil, em 2009, e que já teria inclusive prestado outros serviços à Odebrecht.

“Estamos assistindo aqui a um festival de deboches do depoente, de deboches de empresa que não tem capital, que não tem carteira, que não tem experiência no mercado, que não tem conhecimento e de repente consegue contratos com a Odebrecht.”, afirmou Jordy.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) pediu respeito e afirmou que estaria havendo deboche de deputados ao depoente. Já o deputado João Gualberto (PSDB-BA) argumentou que estaria havendo deboche do PT ao roubar o dinheiro do povo brasileiro, provocando discussão na CPI. Ele disse considerar estranho o fato de não ter sido exigido capital de Taiguara para ser sócio da empresa: “Está claro o tráfico de influência”, ressaltou Gualberto. (Com informações Agência Câmara Notícias)

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