Um estudo divulgado pela Aprosoja/MS aponta que investimentos em infraestrutura logística podem reduzir em até 26% os custos de transporte da produção agrícola em Mato Grosso do Sul, fortalecendo a competitividade do agronegócio e melhorando o escoamento das safras.
A região Norte do Estado está entre as áreas consideradas estratégicas para receber esses investimentos. Municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica e Sonora integram o eixo Centro-Norte, onde a ampliação da malha ferroviária é apontada como uma das principais medidas para reduzir os custos de transporte de soja e milho.
Entre as prioridades destacadas pelo levantamento estão a relicitação da Malha Oeste e a implantação da Nova Ferroeste, projeto que prevê a ligação entre Maracaju e o Paraná, criando novas rotas para o transporte da produção agrícola.
Dependência das rodovias encarece o frete
Atualmente, cerca de 80% da produção agrícola de Mato Grosso do Sul é transportada por rodovias. Segundo a Aprosoja/MS, essa forte dependência eleva os custos logísticos, principalmente para produtores localizados em regiões mais distantes dos portos.
O estudo aponta que o frete pode representar até 60% do valor da tonelada do milho e cerca de 25% do valor da soja em alguns trajetos, impactando diretamente a rentabilidade do setor.
A proposta é reduzir a participação do transporte rodoviário para 50%, ampliando o uso de ferrovias e hidrovias como alternativas mais eficientes e econômicas.
Investimentos previstos até 2035
Mato Grosso do Sul é atualmente o quinto maior produtor de soja do Brasil e o quarto maior produtor de milho segunda safra. Com a expectativa de crescimento da produção nos próximos anos, a Aprosoja/MS avalia que a expansão da infraestrutura logística será fundamental para acompanhar a demanda.
O estudo estima investimentos de aproximadamente R$ 50 bilhões até 2035, contemplando projetos como a modernização da BR-163, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, a Nova Ferroeste, a relicitação da Malha Oeste e obras ligadas à Rota Bioceânica.
Para a entidade, ampliar as opções de transporte será essencial para reduzir custos, aumentar a eficiência no escoamento da produção e manter a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.


